FOTO: Sindipetro RS/Divulgação

Da redação | Mais de 80% dos trabalhadores da Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), em Canoas, não entraram para trabalhar desde a meia-noite desta quarta-feira (30). A estimativa é do Sindicato dos Petroleiros do Rio Grande do Sul (Sindipetro-RS).

A paralisação de 72 horas convocada pela Federação Única dos Petroleiros (FUP), segundo o dirigente, é contra a política de preços de derivados da Petrobras, pedindo revisão nos valores do gás de cozinha e dos combustíveis, e não tem intenção de prejudicar a vida da população.

Pela manhã, houve confronto entre os manifestantes e a Brigada Militar (BM) próximo à Refap. Segundo o presidente do Sindipetro, os militares teriam se precipitado ao ver um grupo grande de trabalhadores se aproximar da BR-116 para ir até a refinaria. A BM usou bombas de efeito moral e a rodovia ficou bloqueada por alguns minutos.

Abastecimento

Como a Refap está com estoques altos, já que os combustíveis não foram entregues por uma semana devido à greve dos caminhoneiros, o Sindipetro afirma que a refinaria tem capacidade de seguir operando mesmo sem a presença dos petroleiros.