CRISE NA SAÚDE | Dívida do Estado com Hospital Getúlio Vargas, em Sapucaia, deve chegar a R$ 12 milhões, projeta prefeitura

Foto: Divulgação/ Prefeitura de Sapucaia do Sul

Da redação | A interrupção de alguns serviços no Hospital Getúlio Vargas, em Sapucaia do Sul, já é realidade desde esta terça-feira (20), quando procedimentos eletivos, envolvendo cirurgias e exames de imagens, foram suspensos. O motivo é a falta de repasses do Governo do Estado, que já somam R$ 7,8 milhões, equivalentes aos meses de agosto e setembro. A prefeitura projeta que esse valor suba para R$ 12 milhões até o dia 30 de novembro.

Conforme anunciado nesta terça-feira (20), o atendimento de urgência e emergência do hospital, assim como o atendimento da UPA 24H e Samu, não serão afetados. A prefeitura comunicou que a medida prioriza os casos mais graves, pois faltam insumos para cirurgias e demais procedimentos. Como esses itens são oriundos de fornecedores, o atraso do Estado inviabiliza o pagamento em dia às empresas.

O Estado também deve repasses à prefeitura, na ordem de R$ 2 milhões, o que coloca o próprio município em dívida com o Hospital Getúlio Vargas. Conforme a administração municipal, esse montante será quitado até fevereiro de 2019 com recursos próprios.

O salário dos funcionários do hospital também será atingido. O pagamento de outubro será atrasado para os trabalhadores de nível superior, CCs e cargos com funções gratificadas.

Segundo a prefeitura, outro agravante foi a suspensão da realização de exames, consultas e procedimentos cirúrgicos no Hospital Universitário (HU) e Hospital Nossa Senhora das Graças (HNSG), em Canoas, aos municípios da região, incluindo Sapucaia. Canoas é referência para Sapucaia em prestação de serviços médicos eletivos, nas áreas de cardiologia, neurocirurgia, vascular e traumatologia.

Agência GBC

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