CANOAS | As dificuldades de andar em um ônibus da Vicasa – Agência GBC

CANOAS | As dificuldades de andar em um ônibus da Vicasa

Foto: Jaime Zanatta/GBC

Da redação | Todos os dias recebemos inúmeras de reclamações dos nossos leitores referente ao serviço oferecido pela Vicasa. A empresa realiza as linhas intermunicipais entre Canoas e Porto Alegre, além das que integram o Trensurb.

As queixas vão desde atrasos até a qualidade dos coletivos. Para conversar com os usuários, o repórter Jaime Zanatta ingressou na última segunda-feira (11) no ônibus 3535 que fazia a linha Estância Velha, via Barreto que vai até o Centro da Capital.

Coletivo que fizemos a viagem entre Canoas e Porto Alegre (Foto: Jaime Zanatta/GBC)

A viagem que custa R$ 5,35 já começou atrasada. O coletivo que deveria ter saído do terminal na Rua Alexandre Gusmão às 17h15 só apareceu por volta das 17h30. A demora na chegada do ônibus era o assunto dos passageiros. “Na era das redes sociais se torna incompreensível que eles se atrasem. A empresa devia usar a tecnologia para fiscalizar isso”, comentou o técnico Alexandre Souza. Para quem utiliza todos os dias à mesma linha esse atraso já é rotina. “Na semana passada ele veio só um dia no horário”, recordou o vigilante Flavio Marcos.

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O ônibus levou cerca de 30 minutos para ingressar em Porto Alegre pela Avenida dos Estados. Nesse tempo, é impossível não se queixar do calor. O coletivo em que fizemos a viagem não tinha ar condicionado e nem climatizador. Para ajudar a se refrescar mesmo, só as janelas. Da frota convencional, apenas dois veículos da Vicasa possuem ar-condicionado. Na rua, fazia mais de 35°C, dentro do veículo a sensação, tranquilamente, chegava perto dos 40°C.

Essa é a porta alvo das reclamações (Foto: Jaime Zanatta/GBC)

O veículo, um Torino G6 da Marcopolo foi fabricado em 2004, ou seja, ele já circula há 15 anos. Durante o trajeto, a má conservação do ônibus era sentida nas imperfeições do asfalto. Em um buraco, por exemplo, os estofados de bancos vazios, se soltavam. Muitos usuários comentaram que é difícil não sair com uma dor nas costas. Ah, cada abertura da porta traseira era um enorme barulho dentro do coletivo. “Cada vez que ela abre é esse ranger aí. Nem fone de ouvido nos poupa desse barulhão”, comentou a vendedora Flávia Soares.

A viagem terminou por volta das 18h15 no ponto final de desembarque na Rua Comendador Manoel Pereira, no Centro de Porto Alegre. Cerca de 20 minutos depois, o mesmo ônibus voltou para Canoas na linha Guajuviras via Venâncio.

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