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Delírio, absurdo, despreparo, falta de conhecimento. Adjetivos não faltam para o pronunciamento de Jair Bolsonaro, que mais uma vez se refere ao coronavírus como uma “gripezinha” e orienta os brasileiros ao “fim do confinamento” e que retornem ao trabalho e às escolas.

Mais uma fala irresponsável e lunática, sem qualquer embasamento científico, contrariando tudo o que autoridades mundiais de saúde e o próprio Ministério da Saúde orientam a fazer. Coloca-se em risco e vida das pessoas. O presidente ainda ataca a imprensa, Drauzio Varela e coloca, indiretamente, a população contra os governadores, que fazem um muito bom trabalho de prevenção.

Jair Bolsonaro reuniu todas as mentiras sobre o coronavírus e fez um discurso, cometendo uma infração de responsabilidade à segurança interna no país (ver art. 85 da constituição). Bolsonaro vive em uma bolha, é um digital influencer do twitter apegado aos seus inimigos imaginários.

Este texto de repúdio não é uma questão de ser de esquerda ou direita, e sim, de ter bom senso. Também não quero ouvir falar de Dilma, Lula e PT. O governo atual é de Jair Bolsonaro, democraticamente eleito, e portanto, é este governo que deve ser cobrado, fiscalizado, elogiado ou criticado, não os que passaram.

Nesta semana, presidente da república se referiu a uma pandemia com mais de 20 mil mortes como algo banal. E digamos que ela atinja apenas 1% da população brasileira, serão dois milhões de infectados, acha pouco? Assistimos um dos pronunciamentos mais vergonhosos da história da república durante uma das maiores crises de saúde do planeta, de um homem delirante pela própria natureza.