FOTO: Prefeitura de São Leopoldo/Divulgação

Foto: Prefeitura de São Leopoldo/ Arquivo

Da redação | Representantes do setor hospitalar e governo do Estado se reuniram nesta semana para discutir a segurança nos hospitais, depois que um jovem de 19 anos foi morto a tiros dentro do Hospital Centenário, em São Leopoldo, na madrugada da última sexta-feira (19).

Diversas opções foram apresentadas pelo Estado, entre elas, a interligação das câmeras de monitoramento dos hospitais e postos de saúde com uma central da Secretaria de Segurança Pública e a instalação de botão de pânico, visando aumentar a capacidade de pronta resposta das forças policiais.

Foi definido, também, que um grupo composto por representantes da área da saúde e do governo do Estado vai elaborar um convênio, estabelecendo um padrão de atuação para todo o Rio Grande do Sul.

Uma câmara temática será criada no Gabinete de Gestão Integrada da Secretaria, para o acompanhamento das ações colocadas em prática e por modelos bem-sucedidos em outros estados e países. Esta ação já foi adotada, de forma positiva, em áreas como o combate aos roubos de cargas, violência no ambiente escolar e prevenção primária.

O Hospital Centenário passará por uma vistoria nos processos de segurança, com objetivo de encontrar pontos vulneráveis e reforçá-los. A Prefeitura de São Leopoldo também analisa a possibilidade de implantar um ponto fixo da Guarda Municipal no pátio do hospital.

CRIME QUE CHOCOU
Gabriel Villas-Boas Minossi foi assassinado por quatro criminosos, que entraram no hospital armados após renderem o vigilante e os funcionários. O jovem não era o alvo dos atiradores, que procuravam por outro paciente, Alex Júnior Abreu Tubiana, 28.

Tubiana havia participado do homicídio de Samuel Lima da Rosa, 19, dois dias antes. Na troca de tiros, ele foi baleado e encaminhado ao Hospital Centenário, onde permaneceu até sexta-feira. Após recusar tratamento e ser liberado, e considerado foragido.

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