Foto: Polícia Civil/Divulgação

Da redação | Três suspeitos de matarem um homem dentro do Hospital Centenário de São Leopoldo foram presos na manhã desta sexta-feira (16) na Vila Brás. A ação foi realizada pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da cidade.

Os quatro homens que participaram do crime já haviam sido identificados. De acordo com o delegado Alexandre Quintão, responsável pela investigação, a polícia procura o outro suspeito e que vai esclarecer todos os detalhes do fato após o depoimento dos presos.

Inicialmente, as informações dão conta que dois dos presos são, segundo imagens de câmeras de segurança, um homem que fica na porta da emergência com uma arma longa e o motorista do carro usado pelo grupo, e o terceiro seria um dos executores. A polícia mantém buscas com o objetivo de prender o outro homem que foi até a porta do setor de pós-atendimento do hospital e deu 29 tiros de pistola 9 milímetros no local, acertando Gabriel Minossi de 19 anos e outras duas pessoas atingidas por tiros de raspão nas pernas.

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Investigação

A polícia ouviu várias pessoas, analisou horas de imagens de câmeras de segurança e solicitou diversas perícias, principalmente no carro abandonado pelos suspeitos horas depois do crime.

Os presos foram identificados como: Jorge Gilberto da Silva Junior de  22 anos,  William Gabriel Almeida Pereira de 18 e Lucas Gabriel Pedroso Nunes de 21. O alvo do trio era Alex Junior Abreu Tubiana, tinha uma desavença com o mandante do crime envolvendo questões ligadas ao tráfico de drogas.

A ordem para a execução saiu de dentro da Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA) de São Leopoldo. O preso que ordenou o assassinato foi transferido para a Penitenciária de Montenegro. Ele e Tubiana tiveram uma desavença dentro da Penitenciária Estadual do Jacuí (PEJ), em Charqueadas, no ano passado.

Quem era o alvo?

Alex Tubiana, que havia saído do sistema prisional em outubro, estava aguardando a colocação de uma tornozeleira eletrônica. Ele responde por dois homicídios.

Dois dias antes da invasão no Hospital Centenário, ele sofreu uma tentativa de homicídio e executou um dos atiradores. Ele procurou atendimento hospitalar e, no mesmo dia do crime, assinou termo de responsabilização e saiu do hospital. Desde então é considerado foragido do sistema prisional.