Foto: Cremers/Divulgação

Da redação | O Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul (Cremers) fez vistorias no Hospital de Pronto Socorro de Canoas (HPSC) na última quinta-feira (15). Os fiscais relataram o desabastecimento de materiais, hiperlotação de emergência e internação de pacientes na sala de recuperação.

O resultado dessa fiscalização será encaminhado para a empresa gestora do HPSC e aos Ministérios Públicos Estadual e Federal. “Não queremos fechar o hospital, mas temos que ter boas instituições atendendo a população”, salientou o coordenador da ação do Cremers, Geraldo Jotz.

Medidas

Para evitar mais problemas nos atendimentos, o Grupo de Apoio à Medicina Preventiva e à Saúde Pública (GAMP) que administra o hospital, informou que começou a restringir os atendimentos de menor gravidade que são classificados como azul e verde pelo protocolo de Manchester.

Além disso, a partir da próxima segunda-feira (19) o HPSC também vai deixar de atender pacientes que vem dos 156 municípios para os quais ele é referencia. As medidas também devem incluir mutirões cirúrgicos para esvaziar leitos e reavaliação de atendimentos eletivos.

Mais uma fiscalização

O Hospital Universitário (HU) também foi vistoriado pelo Cremers. No local a equipe informou ter encontrado falta de medicamentos e insumos, além de um andar inteiro desocupado.

O que diz o GAMP?

Por meio de nota, o Gamp informou que em parceria com a Prefeitura de Canoas está buscando soluções para os problemas apontados na vistoria com o objetivo de melhor o atendimento à população. “Os apontamentos do conselho servem como um norte para ajudar a construir uma solução ainda mais eficaz”, finalizou a empresa.