Foto: Arquivo Pessoal/Reprodução

Da redação | A Justiça vai realizar na tarde desta segunda-feira (26) a primeira audiência sobre o caso do desaparecimento da modelo Nicolle Brito Castilho da Silva. Ela foi vista pela última vez há um ano atrás em Cachoeirinha. Devem ser ouvidos os relatos de sete testemunhas de acusação e de defesa.

Em junho de 2018, o Ministério Público (MP) denunciou dois homens e uma mulher por homicídio triplamente qualificado com motivo torpe, mediante dissimulação e com emprego de tortura. Para o MP, um apenado do Presídio Central de Porto Alegre determinou a morte de Nicolle por vingança, convencido de que ela havia delatado a rivais o endereço onde estava um comparsa de sua facção, que acabou assassinado com a companheira dias antes do sumiço da modelo. A namorada deste detento teria conseguido o endereço de Nicolle e “instigado” o criminoso a ordenar o crime.

A Justiça aceitou a denúncia no dia 10 de julho.

O corpo

Até hoje, o corpo de Nicolle não foi localizado. Um áudio obtido durante a investigação da Polícia Civil indica que ela foi vítima de um crime brutal. “Ela já era, ela foi cortada, foi botada dentro dos pneus e foi “tacado” fogo. Depois foi “tacada” dentro do Guaíba”, diz um presidiário indiciado.

Denunciados

Um dos réus está preso e, o outro, após ser considerado foragido, teve o mandado de prisão revogado. A Justiça negou um terceiro pedido de prisão feito pela polícia contra uma mulher, igualmente indiciada. O processo segue em sigilo e, por isso, os nomes dos réus não foram revelados.

O inquérito da Polícia Civil foi finalizado no dia 1º de junho, após quase um ano de investigação, quebra de sigilos telefônicos, de redes sociais, cumprimento de 15 mandados judiciais e depoimentos de 26 testemunhas.