Da redação | A Federação de Santas Casas e Hospitais Filantrópicos estima que mais de 100 mil procedimentos eletivos de saúde, como exames e cirurgias, foram suspensos no Rio Grande do Sul em função do atraso nos repasses de responsabilidade do governo estadual.

Conforme a Federação, a dívida chega a R$ 140 milhões com as instituições de saúde em recursos referentes a agosto e setembro. Em Canoas, por exemplo, os três hospitais da cidade precisaram suspender os procedimentos não urgentes – Universitário, Nossa Senhora das Graças e Pronto Socorro deixaram de oferecer mais de 100 tipos de procedimentos, entre consultas, exames e serviços de ambulatório. Nos três locais, emergência e urgência seguem com atendimento normal.

A mesma postura foi tomada no Hospital Getúlio Vargas, em Sapucaia do Sul, que também interrompeu serviços como cirurgias eletivas em diversas especialidades e exames de imagem eletivos. De acordo com a Fundação Hospitalar Getúlio Vargas, a “falta de repasses também está refletindo no fornecimento gratuito de materiais e medicamentos, entre outros serviços, da rede básica de saúde do Município”.

A Secretaria Estadual de Saúde informou por meio de nota que está em negociação com os municípios que continuam funcionando integralmente e buscando soluções específicas para as referências daqueles que suspenderam os atendimentos.

“A Secretaria Estadual da Saúde repassou aos hospitais R$ 20 milhões como complemento do Teto MAC ( Média e Alta Complexidade) como pagamento pela prestação de serviços e espera repassar mais R$ 90 milhões (referentes aos incentivos estaduais) até o fim do mês”, conforme trecho da nota.