Foto: Polícia Civil/Divulgação

Da redação | A Polícia Civil deflagrou na última terça-feira (27) a Operação Patrulha. O objetivo era desarticular a maior organização criminosa de abigeato e furtos a propriedades rurais do Rio Grande do Sul.

As ações foram realizadas nos municípios de Sapucaia do Sul, Gravataí, Cachoeirinha, Esteio, Canoas, São Leopoldo e Novo Hamburgo e visaram cumprir 24 mandados de prisões preventivas e 32 mandados de busca e apreensão, além da busca e apreensão de diversos carros, caminhões, motocicletas e reboques, totalizando mais de 100 ordens judiciais.

Segundo o delegado André de Matos Mendes, a organização criminosa é responsável pelo furto de mais de um milhão de reais em gado bovino e maquinário agrícola apenas no ano de 2018. “Conforme inquéritos policiais já instaurados, apenas nos últimos sete meses, o grupo criminoso agiu nos municípios de Sapucaia do Sul, Canoas, Esteio, Santo Antônio da Patrulha, Capão da Canoa, Novo Hamburgo, São Leopoldo, Gravataí, Montenegro, Maquiné, Cachoeirinha, Eldorado do Sul, Tapes, Camaquã, Sentinela do Sul, Picada Café, Arroio dos Ratos, Encruzilhada do Sul e Campo Bom. São mais de 20 inquéritos policiais já instaurados e com autoria identificada”, explicou o delegado.

Conforme o delegado Cristiano Ritta, a organização é bem estruturada e com funções bem definidas. “Fazendo um organograma do grupo criminoso, conseguimos verificar que, além da cadeia hierárquica dentro do grupo, temos também os principais receptadores da carne de gado furtado, os proprietários de mercados e o indivíduo que age como uma espécie de intermediador”, esclareceu.

Revendia a carne

Alguns dos investigados eram proprietários de supermercados em Canoas, Cachoeirinha e Esteio. De acordo com o delegado Ritta, era claro que o produto não tinha procedência de frigoríficos. “Em alguns cortes ainda restavam pedaços de pele e pelos dos animais. Os produtos eram revendidos com preços mais baixos aos praticados no mercado”, salientou.

O proprietário de um supermercado no bairro Estância Velha, em Canoas, foi preso. Ele também tinha uma filial em Cachoeirinha e por lá foi encontrada mais de uma tonelada de carne imprópria para consumo durante a operação. Nenhum dos estabelecimentos foi interditado.