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Foto: Divulgação/ PF

Da redação | A Operação Planum da Polícia Federal prendeu 10 pessoas no Rio Grande do Sul nesta quinta-feira (29), de um total de 21 prisões no País. A força-tarefa foi deflagrada em combate ao tráfico internacional de drogas e esquema de lavagem de dinheiro. Entre as cidades que receberam a operação no Estado, esteve Gravataí, com um mandado de busca, e Cachoeirinha, com seis, ambas na Região Metropolitana.

Cerca de 200 policiais federais cumpriram mandados de prisão, mandados de busca e apreensão em 40 endereços e ordens judiciais para sequestro e bloqueio de imóveis, fazendas, aeronaves, embarcações, veículos e contas bancárias, estimados em mais de R$ 25 milhões.

O inquérito policial foi instaurado em junho de 2017 para apurar o envio de cocaína da Bolívia para o Rio Grande do Sul. A partir das investigações, a Polícia Federal descobriu que aviões partiam de Mato Grosso do Sul (MS) para serem carregados com grande quantidade de cocaína, em média 500 quilos da droga, na Bolívia e seguiam até o Rio Grande do Sul, onde pousavam em fazendas adquiridas pela organização criminosa.

Após o pouso, a droga seguia por rodovias para outros estados e permanecia em depósitos até ser despachada à Europa através de portos brasileiros.

Análise de dados bancários e fiscais e informações compartilhadas pela Polícia Civil gaúcha, após a prisão de um narcotraficante e de alguns dos investigados na Operação Planum em uma residência no município de Tramandaí (RS), em 10 de agosto de 2017, possibilitaram o rastreamento do fluxo financeiro do grupo criminoso, indicando a utilização de doleiros em São Paulo para o pagamento das transações do tráfico de drogas no exterior.

A investigação aponta para um banco informal responsável pela lavagem de dinheiro oriundo de diversos crimes, além do tráfico de drogas, como contrabando e outros ilícitos. A movimentação dessa instituição financeira clandestina foi de aproximadamente R$ 1,4 bilhão, nos últimos três anos.

A investigação já rastreou cerca de 90 empresas de fachada e 70 pessoas empregadas como “laranjas” do grupo para a operacionalização da lavagem de dinheiro e operações de câmbio ilegais.

Os crimes investigados na Operação Planum são organização criminosa, tráfico internacional de drogas, associação para o tráfico de drogas, operação de instituição financeira sem a devida autorização, operação de câmbio não autorizada e lavagem de dinheiro.