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Da redação | Em audiência de conciliação na Justiça do Trabalho, realizada ao meio-dia desta quarta-feira (5), os funcionários dos hospitais Universitário e de Pronto Socorro decidiram permanecer de braços cruzados até a próxima reunião, que ocorre às 20h desta quinta-feira (6). Pela manhã, os profissionais da saúde protestaram em frente aos dois hospitais, reivindicando o pagamento de salários atrasados, vale-transporte, férias e FGTS.

Conforme o Sindisaúde , o município se comprometeu a repassar valores ao GAMP, que gerencia os hospitais, para o pagamento de salários atrasados e a compra de insumos.

O sindicato garante que 30% dos atendimentos estão sendo mantidos. No Hospital Nossa Senhora das Graças, os atendimentos seguem normalizados. Por lá, o prazo para o pagamento dos salários termina na próxima sexta-feira (7). Desde a última segunda-feira (3) a Associação Beneficente Canoas (ABC) está tentando judicialmente invalidar uma possível paralisação.

Em nota, o Grupo GAMP informou que a prefeitura repassou o valor de R$ 16.350.272,53. Destes recursos, 70% foi destinado à folha de pagamento e o restante, para assistência da saúde, como compra de medicamentos, materiais, órtese e prótese, produtos de limpeza, descartáveis, alimentação e insumos para manter as unidades de saúde abertas no município.

O GAMP também reiterou que faz o gerenciamento dos recursos que recebe e que o contrato firmado com a prefeitura de Canoas, para a gestão do Hospital Universitário, Hospital de Pronto Socorro, duas UPAs e quatro CAPS, é de e R$ 21.307.032,53 mensais.

O Grupo protocolou junto à Secretaria da Saúde, em 18 de outubro, a solicitação de verba de R$ 31.062.578,99 para o mês de novembro, já prevendo o pagamento da primeira parcela do 13º salário dos colaboradores.

No comunicado, o GAMP ressaltou, ainda, que desde maio de 2017, e nas reuniões subsequentes da Comissão de Gestão vem comunicando em atas o descompasso custo X recebimento, que gerou até o momento um débito de R$ 51 milhões com fornecedores e terceiros.

Conforme a gestora, tanto é verdade, que, em março de 2018, foi feito um novo aporte de recursos para tentar o equilíbrio financeiro.

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