Foto: Divulgação

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Da redação | O ex-prefeito de Canoas, Jairo Jorge, emitiu uma nota na tarde desta quinta-feira (6) a respeito da investigação do Ministério Público envolvendo os contratos firmados pelo município com o Gamp para gestão da saúde pública da cidade.

O MP ajuizou uma ação civil pública para que a empresa, que administra os hospitais Universitário (HU) e de Pronto Socorro (HPSC), duas UPAs e quatro unidades de atendimento psicossocial, seja afastada e que o município reassuma a administração dos serviços.

Contrariando a afirmação da atual gestão municipal, Jairo afirmou que não houve “nenhuma deficiência na elaboração do edital ou qualquer irregularidade” na licitação que levou em 2016 à contratação do Gamp.

De acordo com o pedetista, no mesmo ano, a Cruz Vermelha foi vencedora de processo licitatório para a gestão da saúde pública municipal. No entanto, a prefeitura recebeu uma notificação da Justiça de que a empresa estava impossibilitada de ser contratada.

Diante disso, assumiu a que ficou em segundo lugar, o Gamp, que assumiu a gestão em 1º de novembro até o final de 2016 “sem apresentar nenhum problema grave de gestão”. Na ocasião, o contrato era de R$ 16 milhões mensais.

Nessa quinta-feira, Marcelo Bósio, ex-secretário da Saúde de Canoas, que atuou na gestão de Jairo Jorge, foi um dos presos na ação do MP. Para Jairo, Bósio “fez um excelente trabalho à frente da Secretaria de Saúde de Canoas durante quatro anos”.

Ainda sobre isso, finalizou dizendo que a vinculação de Bósio ao Gamp “ocorreu após o seu desligamento da gestão, não tendo consultado ou comunicado o ex-prefeito Jairo Jorge sobre essa decisão.”

Por fim, o ex-prefeito afirmou que ” entende que a ação do Ministério Público é correta e necessária e que o atual prefeito Luiz Carlos Busato está realizando todos os esforços para a fiscalização e a exigência do cumprimento do contrato”.

CANOAS | MP quer afastamento do Gamp e pede para a Prefeitura reassumir a administração dos hospitais