Foto: Jaime Zanatta/GBC

Foto: Jaime Zanatta/GBC

Da redação | O Grupo de Apoio à Medicina Preventiva e à Saúde Pública (Gamp) segue com atendimento nos hospitais Universitário (HU), de Pronto Socorro de Canoas (HPSC), em duas Unidades de Pronto Atendimento (UPA) e quatro Centros de Atendimento Psicossocial enquanto a Justiça não responder o pedido de liminar do Ministério Público (MP), que pede o afastamento da empresa.

Na última quinta-feira (6), uma operação do MP revelou que a empresa desviou ao menos R$ 40 milhões dos R$ 426 milhões pagos pela prefeitura desde 2016 para a terceirização dos serviços de saúde da cidade. A resposta do judiciário só deve sair na próxima semana.

O pedido do MP para a Justiça é que a prefeitura passe a administrar os locais, mas mantendo os funcionários da Gamp.  São cerca de 3 mil pessoas que prestam serviço à empresa. O período de intervenção seria de 90 a 120 dias, até que uma nova licitação seja feita.

Nova empresa

A prefeitura de Canoas pretende lançar nos próximos dias a licitação para que uma nova empresa assuma ainda em dezembro. O executivo está organizando uma equipe de funcionários para que assuma a transição da direção das atividades caso a resposta à liminar seja positiva. O Executivo disse que o objetivo durante a transição é encontrar um método de fazer o pagamento de salários diretamente aos servidores, sem passar pelo Gamp.

Motivo da Operação

Conforme o MP foram detectadas diversas irregularidades. Entre elas, estão o superfaturamento de medicamentos em até 17.000%, a utilização de laranjas e testas de ferro do chefe do esquema na direção do Gamp, além do pagamento de viagens de férias com dinheiro público da saúde de Canoas.

Durante a operação, foram presos Michele Aparecida da Câmara Rosin, atual presidente do Gamp, Cássio Souto Santos, médico que participou da fundação do grupo e é considerado o principal nome da entidade e Marcelo Bósio, ex-secretário da Saúde de Canoas e que participou do processo de contratação do Gamp.