Foto: Divulgação/ Arquivo pessoal

Da redação | Mais de 500 páginas compõem o inquérito da Polícia Civil, que investiga o assassinato de Eduarda Herrera de Mello, de nove anos. A menina foi encontrada sem vida no dia 22 de outubro, às margens no Rio Gravataí, na ERS-118, em Alvorada. Um dia antes, ela havia sido sequestrada, enquanto brincava na frente de casa, no bairro Rubem Berta, zona norte de Porto Alegre.

Poucos detalhes até agora foram revelados pela polícia, pois o inquérito está em segredo judicial. Dezenas de diligências, audições e análises periciais e de imagens foram efetuadas. Os investigadores já trabalham com algumas hipóteses.

Uma das preocupações dos agentes, durante a evolução dos trabalhos, foi rechaçar denúncias falsas, que foram motivo de dor de cabeça, por exemplo, para um morador do bairro Niterói, em Canoas, que foi associado ao retrato falado divulgado pela polícia e, por isso, sofreu uma série de ameaças.

O laudo do exame de necropsia apontou que a causa da morte de Eduarda foi por afogamento, em virtude do local onde foi encontrada. Ela não foi ferida por disparos de arma de fogo e não apresentava sinais aparentes de violência sexual. Porém, o roller utilizado pela menina enquanto brincava na frente de casa, na rua Inácio Kohler, não foi encontrado junto ao corpo.

Testemunhas afirmaram que a vítima foi raptada por um indivíduo, que foi ao local de carro. Esse detalhe é mantido em sigilo.