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Foto: Polícia Civil/ Divulgação

A Polícia Civil, em ação conjunta com o Ministério Público, desmantelou uma organização criminosa, responsável por praticar estelionato contra vítimas residentes em municípios da Grande Porto Alegre e do Litoral Norte gaúcho.

Foram cumpridas três ordens judiciais de busca e apreensão em Viamão, na última quinta-feira (13). Na ocasião, foram aprendidos valores em dinheiro, bens, automóveis e documentos relacionados ao esquema criminoso, visando futuro ressarcimento das vítimas.

De acordo com o delegado Rafael Liedtke, os crimes praticados pelos investigados teriam feito em torno de 130 vítimas, residentes em Porto Alegre, Guaíba, Gravataí, Alvorada, Canoas, Osório e Imbé. O prejuízo calculado chega a R$ 2 milhões.

Durante a ofensiva, foram cumpridos mandados de busca e apreensão, sendo apreendidos R$12,8 mil, um veículo Ford Edge com valor estimado R$ 60 mil, além de diversos documentos comprovando movimentações financeiras e contratuais relacionadas ao grupo criminoso.

A ação também possibilitou o cumprimento de mandado judicial de busca e apreensão em uma oficina mecânica, onde foram localizadas partes integrantes de um automóvel com registro de ocorrência de furto/roubo; e em uma madeireira, local onde os agentes apreenderam documentação probatória de movimentações financeiras por parte dos investigados.

A fraude

Consistia em induzir as vítimas ao erro. Elas recebiam promessas sobre construção de casas próprias com valor menor que praticado no mercado, obtendo vantagens econômicas. Após o recebimento dos valores de entrada, previstos no contrato, os estelionatários não cumpriam com o acordo firmado para construção da casa própria das vítimas.

Em alguns casos, apenas os alicerces da residência eram construídos ou sequer essa parte inicial era executada. Segundo a Polícia Civil, a quadrilha agia sempre com o mesmo método, dividindo as tarefas e jamais entregando às vítimas o objeto final celebrado no contrato firmado entre partes.

A organização criminosa, composta por seis investigados, foi indiciada e denunciada por diversos crimes de estelionato, cuja pena máxima é de até 5 anos de reclusão; e organização criminosa, com pena de até 8 anos.