ESTEIO | Funcionários do São Camilo que burlaram catraca para não pagar refeição são identificados

Foto: TV Bandeirantes/Reprodução

Da redação | A administração do Hospital São Camilo de Esteio, na Região Metropolitana, já identificou os funcionários que foram flagrados por uma câmera de vigilância burlando o sistema de catracas para acessar o refeitório e, consequentemente, não pagar a refeição. São nove funcionários de carreira, ou seja, concursados e três de empresas terceirizadas.

Quer mandar sugestões de pauta e flagrantes da sua cidade? Então, anote nosso WhatsApp: (51) 9 8917 7284

O flagrante aconteceu na primeira quinzena de agosto. No grupo de servidores estão médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem. As imagens mostram que um servidor faz o registro na roleta e os demais acabam passando juntos pela catraca, ou os que não passam, pedem que quem atravessou a roleta, alcance os alimentos. “Recebemos uma denúncia anônima do que eles estavam fazendo e fomos apurar”, contou o diretor administrativo da Fundação São Camilo, Gerson Cutruneo.

No refeitório, segundo Gerson, o servidor que quiser almoçar ali pode trazer a comida de casa e aquecer no local. Porém, existe a alternativa de comprar a refeição que é produzida ali e custa R$ 13,90. “Essa alimentação pronta precisa ser paga. Porque a gente paga de vale-alimentação, R$ 17 para funcionários 30 horas e R$ 18 para quem trabalha 40 horas semanais”, ressaltou Cutruneo.

No período em que os servidores foram flagrados, a Fundação São Camilo, levantou que cerca de 50% das refeições consumidas pelos funcionários não eram registradas. “Produzimos 11 mil refeições por mês. Esse dinheiro que gastamos nas refeições que foram consumidas e eles não pagaram, a gente perdeu valores que deixaram de ser revertidos para qualificar o atendimento que é oferecido a população”, afirmou o diretor.

Uma sindicância interna foi instaurada para apurar a conduta dos nove servidores concursados que foram flagrados burlando a catraca para não pagar pela refeição. As empresas terceirizadas dos outros três funcionários identificados foram notificadas e terão que ressarcir o poder público.

Agora, a administração vai apurar se na segunda quinzena de agosto a prática também foi feita pelos servidores. “Podem aparecer mais funcionários envolvidos. Tudo isso foi fruto da qualificação que fizemos no sistema de vigilância do hospital”, finalizou Cutruneo.

Agência GBC

Em Agência GBC, você encontra notícias de Canoas, da região e do RS, prestação de serviço, áudios, vídeos e muito mais.