Foto: Jaime Zanatta/GBC

Mesmo com o calor da manhã desta quinta-feira (13), moradores de Esteio, na Região Metropolitana, encararam uma grande fila para garantir o botijão de gás por R$ 40. Se não fosse a promoção, eles desembolsariam cerca de R$ 60.

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A ação é realizada por petroleiros gaúchos. A categoria que está em greve, tem o objetivo de alertar a população sobre os prejuízos causados pela política de privatização da Petrobras. “Nosso objetivo é mostrar o quando poderia estar pagando num botijão se fosse cumprida a mesma política de preços da Petrobrás de quatro anos atrás. Nessa mesma época, a gente tinha o subsídio do diesel e da gasolina na produção”, afirma o presidente do Sindipetro-RS, Fernando Maia da Costa.

Foram distribuídas 100 fichas. Muita gente, chegou na fila antes das 9h da manhã. “Vim porque vai sobrar mais dinheiro para comprar comida”, disse um morador do bairro Navegantes que aguardava a sua vez de adquirir o botijão.

Outro objetivo dos petroleiros é chamar a atenção para a venda da Refinaria Alberto Pasqualino (REFAP) que fica no limite entre as cidades de Canoas e Esteio. A Petrobras anunciou, em 2019, que ela seria privatizada. “Não é tirando a refinaria daqui, que vai melhorar. A Petrobrás faz parte da nossa comunidade. A criançada tinha até escolinha de futebol”, recorda o líder comunitário, Walter Nazar.

Ação semelhante foi realizada em Canoas na última semana.

Greve da categoria

Os petroleiros estão paralisados desde o dia 1° de fevereiro. Além de tentar evitar a privatização da REFAP, eles buscam o comprimento do acordo coletivo da Petrobrás com a categoria e tentar barrar demissões em massas que estão acontecendo em outras refinarias do Brasil.

Ainda não há uma previsão de quando a greve irá terminar. “Queremos que a Petrobras negocie com a gente, mas ela ainda não deu nenhum passo para isso”, finaliza Fernando.