Foto: reprodução/ Twitter

A cantora Anitta divulgou em seu Twitter nesta terça-feira (18) que o homem que assediou uma adolescente de 17 anos, durante uma corrida de aplicativo, em Viamão, tentou “justificar o injustificável”.

O caso veio a público após a vítima divulgar nas redes sociais o assédio. Ela gravou o vídeo durante a corrida no último domingo (16).

Após o episódio, ele foi banido da plataforma Uber, por meio da qual atuava no transporte individual de passageiros. Ao se explicar sobre o ocorrido à imprensa, o acusado disse que a passageira estava “chamando a atenção” e com um short “tipo Anitta”.

Foi diante dessa menção do investigado que a artista se posicionou sobre o caso na rede social. Em entrevista a emissoras de TV, o homem tentou se explicar.

“Ela está sorrindo bem espalhada no banco [no vídeo divulgado], em posições que eu até nem gostaria de citar aqui… Mas ela estava com um short tipo Anitta, com uma mini blusa, com as pernas abertas no banco e me chamando a atenção”.

Anitta repercutiu a fala.

“Acabei de receber este vídeo onde o motorista de uber que assediou uma passageira menor de idade tenta justificar o injustificável (seu assédio) dizendo que a menina estava usando um short “tipo Anitta” e sentada numa posição favorável ao assédio.”

 

Em outra postagem, a artista segue comentando o assunto.

“NADA justifica um assédio. A forma de se vestir, sentar, falar etc não significa qualquer autorização ou pedido ou convite a ser assediada e/ou invadida, abusada, estuprada etc.”

 

A cantora continua a falar do tema em uma terceira postagem.

“Quanto à menina estar usando um short “tipo Anitta”, pra mim significa que ela é independente, não tem medo de ser quem ela quer e, acima de tudo, bem inteligente pra denunciar e expor um assediador para que outras meninas não passem pelo mesmo que ela.”

 

Caso de polícia

O motorista de aplicativo, gravado assediando uma adolescente durante corrida na Região Metropolitana deve ser indiciado por perturbação da tranquilidade.

De acordo com a delegada Marina Dillenburg, a punição é apenas multa ou prisão simples, sem regime fechado, tratando-se de um caso de contravenção penal.

Após o fim da corrida, a jovem denunciou o perfil do motorista no aplicativo e  registrou uma ocorrência policial. No vídeo gravado pela adolescente e compartilhado nas redes sociais, o homem diz que poderia “namorar” com ela, mesmo após a menina revelar ser menor de idade.

Incomodada, a adolescente disse que tem idade para ser filha do homem, que respondeu: “Não sou teu pai e faria coisas que teu pai não faria. Pode ter certeza”. Ela se deslocava para a casa de uma amiga.

Por meio de nota, a Uber falou sobre o caso.

“A Uber considera inaceitável e repudia qualquer ato de violência contra mulheres. A empresa acredita na importância de combater, coibir e denunciar casos dessa natureza às autoridades competentes. A conta do motorista parceiro foi banida assim que a denúncia foi feita. A empresa defende que as mulheres têm o direito de ir e vir da maneira que quiserem e têm o direito de fazer isso em um ambiente seguro.”