Foto: Reuters/Adriano Machado

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“Temos dois perigos: a ignorância de não saber e a intencional, das pessoas que fazem questão de não saber, e assim, seguirem ignorantes”. A frase é do professor e filósofo Mario Sérgio Cortella e descreve o Brasil.

Enquanto o mundo luta na prevenção contra o novo coronavírus, o brasileiro médio debocha, faz piada, ignora medida preventivas, diz não ter medo da doença. Essa postura corrobora com a do presidente Jair Bolsonaro, que contraria recomendações do próprio Ministério da Saúde, ao apoiar e participar de manifestações, inclusive antidemocráticas, e colocando em risco a saúde das pessoas.

Neste dia em que escrevo (17 de março) já são mais de 300 casos confirmados e estamos apenas no início. O país decretará estado de calamidade pública, o que dispensa a União de atingir a meta fiscal. Ou seja, a retomada da economia não ocorrerá em 2020, quiçá nem no próximo ano, pois o Governo não se precaveu, se ateve em inimigos fantasmas e em declarações que nada ajudam.

É urgente que Bolsonaro assuma sua função como líder de uma nação. Que feche aeroportos, indique e siga veementemente as recomendações dos profissionais de saúde e pare se colocar o inflamento de seu ego acima da saúde pública. Presidente, faça como a grande maioria do líderes mundiais: use a força do seu discurso para o bem. Saia, junto com seus eleitores do mundo paralelo bolha que apenas os cerca, mas coloca todos para pagar a conta. Ainda não estamos em uma situação descontrolada, mas quando mais nos cuidarmos, antes o mal vai embora.