Foto: Reprodução/ GBC TV

Da redação | Todos os dias milhares de condutores trafegam pelas vias da Região Metropolitana de Porto Alegre. Sempre no inicio da manhã e final da tarde, eles se deparam com a mesma cena: grandes filas de veículos e fluxo parado.

Na BR-116, entre Novo Hamburgo e Porto Alegre, mais de 120 mil veículos trafegam por dia. Em Canoas, o pior trecho da rodovia fica na altura da Praça do Avião. Em São Leopoldo, o trânsito sempre para entre o viaduto da Scharlau e a Ponte do Rio do Sinos.

Além do fluxo sempre carregado, os motoristas precisam redobrar a atenção no trânsito. O motivo, é que o Brasil é o terceiro país no Mundo no número de mortes no trânsito. Conforme dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a Índia e a China lideram o ranking.

Por aqui, os números divulgados pelo Ministério da Saúde mostram que em 2015 o Brasil teve 38.651 óbitos nas estradas. Na comparação com 2014 o número teve uma redução de 12%. Foram 43.780 mortes durante o ano da copa. “É um número pequeno, mas já é alguma coisa. Toda e qualquer vida preservada no trânsito merece ser celebrada.”, conta Renato Campestrini que é o gerente técnico do Observatório Nacional de Segurança Viária.

A OMS ressalta que aproximadamente 1,3 milhões de pessoas morrem no mundo em acidentes de trânsito. A estimativa é que em 2020 esse número chegue a dois milhões e seja a quinta maior causa de mortalidade.

Para evitar o crescimento desses índices é necessário que seja realizado um trabalho de prevenção. “Queremos despertar nos condutores, nos pedestres e em todos os personagens do trânsito, a necessidade de ter a percepção do risco, de saber que as atitudes impensadas podem ocasionar acidentes, trazer algum tipo de prejuízo para a sua vida, nas demais pessoas que estão no veículo e as que estão nas vias públicas”, finaliza Renato.