Câmara de Vereadores de Tenente Portela/Divulgação

FOTO:  Câmara de Vereadores de Tenente Portela/Divulgação

Da redação | O vereador mais votado da cidade de Tenente Portela, no Norte do estado, foi preso na segunda-feira (6) suspeito de ser o mandante do assalto a duas agências bancárias localizadas na cidade de Miraguaí, em fevereiro deste ano. O parlamentar estava chegando na Câmara de Vereadores quando encontrou a polícia.

O vereador Valdonês Joaquim é cacique de uma aldeia indígena da região e, além de ser apontado como mandante do crime, também teria preparado outros índios para participarem do crime. Conforme o Ministério Público, ele e o pai cederam todo espaço da reserva indígena durante a preparação para o assalto, e durante um mês armazenaram armas e munições. O pai está foragido.

Durante o cumprimento de ordens judiciais dentro da reserva foram encontradas armas e munições de diversos calibres.

A assessoria do cacique disse que os advogados ainda buscam informações sobre os motivos da prisão para que possam analisar que medidas poderão ser tomadas acerca da prisão. Aos assessores, Valdonês Joaquim disse que encara o assunto com serenidade, para que possa provar sua inocência.

Já o presidente da Câmara de Vereadores de Tenente Portela, Luis Claudir dos Santos, afirmou apenas que o parlamentar foi preso antes do início da sessão ordinária de segunda, mas disse que o legislativo municipal ainda não foi comunicado sobre o caso.

“Ainda não houve notificação da Brigada Militar ou de qualquer outro órgão. O que sabemos é que ele estava chegando para a sessão ordinária, quando foi pego e recebeu voz de prisão”, afirmou o vereador.

Segundo ele, apenas após a comunicação oficial a câmara deve avaliar como o caso deve ser tratado.

Como foi o crime

As agências do Banrisul e do Sicredi foram assaltadas ao mesmo tempo na cidade de pouco mais de 4,8 mil habitantes. Tiros foram dados para o alto e moradores foram usados como escudo humano durante a ação.

Conforme a polícia, cinco homens encapuzados participaram do crime, sendo que duas pessoas foram feitas reféns e colocadas em um carro. Em seguida, foram liberadas no acesso à cidade. Uma viatura da Brigada Militar chegou a ser incendiada.

Os casos usados na ação foram localizados pela polícia no dia seguinte ao crime. Até o momento, 24 pessoas foram presas suspeitas de participação no crime, e o dinheiro roubado foi recuperado.