FOTO: Vinicius Thormann/Prefeitura de Canoas

FOTO: Vinicius Thormann/Prefeitura de Canoas

Da redação | Os funcionários do Hospital Universitário e do Pronto-Socorro de Canoas que são gerenciados pelo Grupo de Apoio à Medicina Preventiva e à Saúde Pública, podem cruzar os braços nos próximos dias. Na próxima quinta-feira (7), eles vão definir em assembleia se paralisam ou não as atividades por tempo indeterminado.

A justificativa, segundo o diretor de Assuntos do Interior do Sindisaúde/RS, Julio Cesar Duarte, é a sequência de atrasos salariais, do vale-transporte, de repasses de INSS e encargos trabalhistas. “Existe forte indicativo de greve, pois há muito descontentamento por parte do trabalhador. Já tivemos inúmeras reuniões com o Gamp, com a prefeitura e com os vereadores e até agora nenhuma solução viável foi tomada.”

O superintendente do Gamp no Rio Grande do Sul, Diego Bastos, explica que o atraso referente a salários deve-se aos repasses estaduais à prefeitura, no valor mensal de R$ 10 milhões, que estão chegando depois da data prevista. “A verba que seria repassada no dia 30 de cada mês, pelo Estado ao município, para que o pagamento fosse feito aos funcionários no quinto dia útil, está acontecendo entre os dias 15 e 20.” Segundo ele, o diálogo com a administração faz com que o município antecipe o recurso ao Gamp, com verbas próprias, e quando o valor é repassado pelo Estado se reconstitui o caixa da prefeitura.

O Executivo de Canoas confirma essas informações e ressalta que tem utilizado recurso do seu caixa para cobrir o atraso no repasse do Estado, reduzindo o prejuízo aos trabalhadores. A situação, segundo a administração, é recorrente desde o mês de janeiro, agravando-se a partir de setembro. A prefeitura esclarece que o pagamento de encargos trabalhistas, repasses do INSS e vale-transporte estão em dia e lembra que os hospitais atendem pacientes de 153 cidades.

A Secretaria Estadual da Saúde informa que o município de Canoas possui, desde julho de 2015, mandado judicial que garante o recebimento em dia dos repasses na área da saúde. Contudo, nos últimos dois meses, por insuficiência financeira, esses pagamentos não puderam ser quitados dentro do calendário.

Segundo a pasta, atualmente, uma parcela de incentivos estaduais segue pendente, de R$ 8 milhões, que deveria ser paga até 30 de novembro. A previsão da Secretaria da Fazenda é que o valor seja disponibilizado após o governo quitar a folha dos servidores.