O candidato ao governo do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori, que vai ao segundo turno com o candidato à reeleição pelo PT, Tarso Genro (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

FOTO: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Da redação | Os funcionários públicos estaduais devem receber o 13° salário de forma integral e em dia, mas via empréstimo bancário. Essa é a ideia do governo estadual que vai apresentar, nesta terça-feira (, um projeto no qual se compromete a pagar os juros da operação bancária.

A proposta vai ser detalhada pela equipe do Piratini nesta terça-feira, de acordo com anúncio realizado na noite desta segunda. Por meio do Twitter, o governador José Ivo Sartori disse que vai solicitar que a votação do projeto na Assembleia ocorra “o mais rapidamente possível”.

O governo estadual está parcelando salários há 24 meses. A ideia inicial era pagar o 13º salário de 2017 com o dinheiro a ser obtido com a venda de 49% das ações do Banrisul, mas a medida foi adiada devido à queda da cotação das ações. Além disso, o Piratini ainda não conseguiu incluir o Rio Grande do Sul no Regime de Recuperação Fiscal junto ao governo federal.

 

A intenção do Piratini é pôr o projeto em votação na próxima semana. Isso permite que o valor equivalente ao 13º salário de 2017 esteja disponível aos servidores, integralmente, até 20 de dezembro. A antecipação é facultativa e as despesas bancárias serão compensadas pela indenização.

O pagamento do 13º salário, para quem não optar pelo empréstimo, vai ser realizado pelo Estado em 12 parcelas mensais, a serem pagas a partir de janeiro. O montante vai ser acrescido de indenização. O índice proposto é a Letra Financeira do Tesouro (LFT), acrescida de 1% ao mês, proporcional a cada dia de atraso.