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Da redação | Após a realização de um churrasco entre detentos do Presídio Regional de Santa Cruz do Sul, no Vale do Rio Pardo no dia 24 de dezembro, a Susepe confirmou que outra confraternização será realizada na casa prisional, nos mesmos moldes, no próximo domingo (31), véspera de Ano-Novo. Conforme o órgão, 130 presos das galerias C e D serão contemplados.

No primeiro churrasco, apenas os detentos das galerias A e B tiveram acesso ao benefício. Na ocasião, presos foram fotografados manuseando espetos carregados de carne no pátio do complexo. A Susepe destaca que a divisão do evento em duas turmas foi planejada previamente por motivos de logística e segurança.

A realização desse segundo churrasco foi solicitada pela direção do presídio e autorizada pela Vara de Execuções Criminais de Santa Cruz do Sul, na tarde da última quinta-feira (28), segundo a Susepe. A decisão judicial foi informada ao Ministério Público.

Familiares dos detentos também participarão da festividade. A prática não é ilegal, mas chama a atenção porque, em 17 de novembro, 26 detentos da unidade serraram a grade de uma cela, cortaram duas telas com alicate e escaparam, enquanto comparsas trocavam tiros com agentes penitenciários. Foi uma das maiores fugas da história do sistema prisional gaúcho.

De acordo com a Susepe, todos os alimentos que serão utilizados para a realização do churrasco serão disponibilizados pelos familiares dos presos, que terão de apresentar nota fiscal dos produtos, como teria ocorrido no primeiro evento.

No churrasco de Natal, foram utilizadas quatro churrasqueiras, com mais de 40 espetos abarrotados de carne, cerca de 15 sacos de carvão. Refrigerantes também fizeram parte do cardápio. Os utensílios utilizados nesse tipo de churrasco, como espetos e facas, são de propriedade da casa prisional e são contados no início e no término do evento. O órgão garante que o efetivo de agentes penitenciários será reforçado no dia do churrasco.

No primeiro churrasco, uma testemunha viu quando um carro com reboque entrou no presídio regional. Segundo ela, o motorista é integrante de uma facção de tráfico da Capital, mas não tem mandado de prisão contra ele. “Entrou como se fosse um empresário fazendo doação. Descarregou uns cem quilos de carne, cem litros de refri e um monte de saco de carvão e participou do churrasco”, relata.