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Da redação | A cidade de Estância Velha, no Vale do Sinos, confirmou na última segunda-feira (15) o primeiro caso autóctone de dengue na cidade. Uma mulher de 30 anos do bairro Lago Azul, procurou uma unidade de saúde com rapidez e foi diagnosticada com a doença.

Ontem a Secretária Municipal de Saúde e outros órgãos se reuniram para definir as estratégias do combate aos focos do Aedes aegypti especialmente no bairro Lago Azul, e também em toda a cidade.

Conforme informações da coordenadora do setor de Vigilância Ambiental, do Departamento de Vigilância em Saúde, Denise Medeiros Teixeira, no ano passado, mais de 300 focos do mosquito foram registrados em Estância Velha. Segundo ela, a cidade possui muitas residências fechadas e terrenos descuidados pelos proprietários, o que dificulta o trabalho de combate ao mosquito, que transmite não só a Dengue, mas também o vírus da Zika e Chikungunya.

Mutirão de limpeza no Lago Azul

A primeira ação de combate ao mosquito será a realização de um Mutirão de Limpeza pela extinção dos focos do mosquito. Na oportunidade serão recolhidos todo e qualquer material que possa acumular água, como garrafas, pneus, vasos, tampinhas.

O mutirão terá a participação dos agentes de saúde, que serão convocados para a ação, e também de servidores municipais e voluntários. Serão distribuídos sacos de lixo para a população para juntar os materiais, que serão recolhidos pelo caminhão da Secretaria Municipal de Obras.

Em outra frente, a secretaria pede que qualquer suspeita seja informada ao Sistema de Saúde Público. O diretor do Hospital, Micael Moraes, lembrou que o Hospital Municipal Getúlio Vargas, assim como as unidades de saúde do Município, possuem pessoal treinado para avaliações e encaminhamentos de possíveis casos.

Outras ações

Já nesta terça-feira (16) será iniciada a colocação de veneno no bairro, mas como o veneno não mata as larvas, precisará ser recolocado a cada novo ciclo do mosquito. Outra ação deve ser a solicitação de auxílio para o Exército, para um trabalho mais efetivo na divulgação de informações para combate do mosquito.

Casa da paciente

Na segunda-feira (15) uma equipe foi até a casa da paciente e foi constatado que sua casa não possui locais de água parada. O pátio e a casa dela são muito limpos, mas há casas na rua que não estão nestas mesmas condições.

Segundo a secretária de saúde, Ana Paula Macedo, o caso é sério e outros moradores podem adquirir a doença nos próximos dias. “Não podemos achar que dá para relaxar depois do mutirão de limpeza. Não podemos achar que a Dengue está só no Rio de Janeiro. Temos que nos conscientizar que o contágio foi feito na nossa cidade. Precisamos, além de cuidar, sermos fiscais, já que o fato do meu pátio estar limpo, não significa que meu vizinho esteja cuidando”, salienta.