Da redação | O início da greve de funcionários do Hospital Getúlio Vargas, em Sapucaia do Sul, foi transferido para às 08h desta terça-feira. A paralisação foi decidida em assembleia realizada na última sexta-feira. Nesse mesmo dia, os trabalhadores suspenderam os atendimentos por duas horas, a partir das 12h.

A greve é por tempo indeterminado, devido ao atraso nos salários, falta de pagamento de parte do 13º e férias. O adiamento do começo do movimento foi uma orientação jurídica de sindicatos que representam as categorias do setor da saúde.

A Fundação Hospitalar Getúlio Vargas (FHGV) informou que recebeu na quinta-feira recursos federais e municipais e, após pagar os vencimentos mais baixos, deve quitar a folha de dezembro dos funcionários de nível técnico, médio e parte do superior.

A FHGV ainda reconheceu a deliberação da categoria pela paralisação, por tempo indeterminado, e que vai buscar todos os meios para que o atendimento aos pacientes não seja afetado.

No documento, a Fundação ressaltou o esforço, embora tenha tido o atraso de três meses de repasses por parte do Governo do Estado.

Nesta terça-feira, o diretor geral da Fundação , Gilberto Barichello, tem agenda com o secretário Estadual de Saúde, João Gabbardo dos Reis, para tratar sobre o assunto.

Como é uma instituição 100% SUS e pública, a FHGV não possui outra fonte de receita a não ser contratos com municípios e com o Estado.