FOTO: SSP/Divulgação

Da redação | O governo do Estado começa a pôr em prática na próxima segunda-feira (1º) um sistema para bloquear sinais de celulares nas quatro penitenciárias que integram o complexo prisional de Canoas. Um dos objetivos da medida é evitar que crimes sejam coordenados de dentro das celas.

Serão instaladas 20 antenas por penitenciária, chegando a 80 para todo o complexo. Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o número de estruturas pode variar após a realização de testes, quando o sistema estiver a pleno.

Para pagar a “mensalidade”, a SSP usará um aporte de R$ 10 milhões repassado pelo Ministério da Justiça no ano passado. Serão R$ 122 mil por mês, em um contrato de um ano.

O valor será destinado para o pagamento do aluguel dos bloqueadores e manutenção. O titular da SSP, Cezar Schirmer, explica que foi descartada a compra dos equipamentos devido às constantes atualizações de tecnologia, o que deixaria o sistema ainda mais caro. “A tecnologia muda e fica obsoleta rapidamente. A locação é melhor, atende melhor os propósitos”, salienta.

Os equipamentos que serão instalados em Canoas funcionam pelo “embaralhamento” do sinal de celular, segundo a SSP. Ao se tentar fazer uma ligação, as antenas dos bloqueadores emitem outro sinal que acaba interferindo na comunicação, impedindo que a chamada se complete.