pc

Foto: Divulgação/ Polícia Civil

Da redação | A Polícia Civil deflagrou nesta segunda-feira a Operação Presságio, com o objetivo de coibir o tráfico organizado de drogas sintéticas, como ecstasy e LSD, entre outras. As investigações iniciaram em 2017 e duraram dez meses, período em que os agentes monitoraram o envio de drogas por meio dos correios.

As investigações apontaram que três células de envio de entorpecentes eram utilizadas para encaminhamento das drogas, instaladas em Porto Alegre, São Leopoldo e Glorinha. Em abril deste ano, a apuração dos fatos se intensificou, com o recolhimento de imagens de videomonitoramento e apreensão de drogas encaminhadas para entrega.

As investigações apontaram que ocorreram remessas de drogas para dez estados e mais o Distrito Federal, em quantias consideráveis.

Os investigados usavam redes sociais, principalmente grupos de WhatsApp e Facebook, para divulgar seus serviços, expandindo assim a clientela para todo o Brasil.

As drogas eram tabeladas e a taxa de frete ficava a cargo do comprador, através de depósito bancário. O esquema era bem organizado com divisão de tarefas, preços, rotas e prazos definidos.

Foram solicitados quatro mandados de prisão e 28 de busca e apreensão no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Mato Grosso, Goiás, Brasília, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Paraíba e Amazonas, com ações em 27 municípios.

Durante o decorrer do cumprimento das ordens judiciais, foram presas sete pessoas. No decorrer das investigações ainda foram realizadas oito prisões em flagrante com apreensão de ecstasy e tubos de lança perfume além de substância para produção de entorpecente, totalizando 15 prisões em toda investigação.

No período foram realizadas diversas apreensões de ecstasy, LSD e lança perfume que eram enviados para vários estados do País, totalizando 4.960 comprimidos de ecstasy, 709 pontos de LSD, 150 vidros de lança perfume e 211 gramas de MDMA. Em valores, os entorpecentes apreendidos representam aproximadamente R$ 500 milhões.