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Da redação | Um mês após a chegada do primeiro grupo de venezuelanos ao município de Canoas, os imigrantes começam a se adaptar ao ambiente social e profissional brasileiro. Hoje, 305 pessoas vivem na cidade, através do plano de interiorização do Governo Federal.

Desde o processo de chegada dos venezuelanos, Canoas se organizou para acolher os venezuelanos, prestando assistência social e fazendo a gestão de demandas dos imigrantes. Passada a fase inicial de acolhimento e adaptação, o foco hoje é a inserção no mercado de trabalho.

“A adaptação nunca é fácil. Aqui, eles ainda enfrentaram a adaptação ao clima. Tivemos muitos casos com problemas de saúde, principalmente as crianças. Mas não deixamos de trabalhar para que essas pessoas possam se inserir na sociedade e consigam buscar oportunidades de emprego, de geração de renda, e possam se independizar”, explica a secretária de Desenvolvimento Social, Luísa Camargo.

Hoje, dos 63 adultos que vivem no Centro Temporário de Acolhida da Av. Farroupilha, dois trabalham com contratos assinados e dois com atividades informais. Outros oito participam de processos seletivos. Os demais tiveram seus currículos cadastrados no Banco de Oportunidades da Prefeitura.

Já no CTA da rua Argentina, dos 142 adultos acolhidos, 16 estão trabalhando com contratos formais, oito em trabalhos informais e dois aguardam processo de seleção. O município recebeu 305 venezuelanos no mês de setembro, por meio do programa de interiorização. Inicialmente, Canoas recebeu R$ 1,02 milhão do Governo Federal para custear as necessidades emergenciais dos imigrantes.

O contrato tem duração de seis meses, mas na hipótese deste período não ser suficiente para a integração dos venezuelanos no país, o convênio poderá ser prorrogado. O aluguel dos CTAs é custeado pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur).