Foto: Polícia Civil/Divulgação

Da redação | A Polícia Civil deflagrou nesta quinta-feira (21) a Operação Arca, em Canoas, na Região Metropolitana. O Objetivo era combater os crimes de maus tratos aos animais. Foram cumpridas ordens judiciais no município.

Em uma residência no bairro Nossa Senhora das Graças foram apreendidos, aproximadamente 30 cães. Eles eram das raças York Shire, Chiuaua, Pug, Spitz Alemão, Poodle, Shitsu, Pintcher e Fox Paulista, além de tantos outros SRD. Além deles, muitas gaiolas foram encontradas no local com pássaros de diversas espécies. Elas também acabaram apreendidas.

A Polícia Civil não divulgou quantos pássaros foram apreendidos (Foto: Polícia Civil/Divulgação)

De acordo com o delegado Thiago Lacerda, a investigação mostrou que as condições no local eram precárias. Não havia, por exemplo, nenhum controle de pragas, vacinação ou um responsável técnico veterinário, como manda a legislação. “A denúncia trazida informava que as pessoas que ali habitavam, cruzavam os animais para comercializar seus filhotes, contudo, não foram encontrados carteiras de vacinação, receitas médicas ou documentação de origem dos animais”, comentou.

Também foram apreendidos cinco objetos que funcionavam como “relhos”. Eles eram construídos artesanalmente com madeira e borracha de pneus de carro. “Embora não confirmassem o uso, as suspeitas recaem de que estes cães e pássaros seriam comercializados”, ressaltou.

O local, conforme o delegado funcionava supostamente e clandestinamente como um criador de cães e pássaros. “Não é descartada a possibilidade que alguns dos animais sejam de origem de roubo ou furto, uma vez que tem valores no mercado Pet que não condizem com as condições econômicas dos proprietários da residência”, concluiu Lacerda.

As condições do local eram impróprias para os animais (Foto: Polícia Civil/Divulgação)

As ordens judiciais foram cumpridas pelos Policiais Civis, Secretaria Municipal de Segurança Pública, Guarda Municipal de Canoas pela Secretaria do Meio Ambiente. Todos os animais foram acolhidos pelo Centro de Bem Estar Animal, onde passarão por análise clínica e ficarão sob os cuidados de Médicos Veterinários, até que haja uma definição judicial acerca da sua destinação. Uma pessoa foi identificada como sendo responsável por manter os animais em cativeiro e irá responder sobre as ações com base na lei de crime ambiental.

O Diretor Regional, Delegado Mario Souza, afirma que a Operação será permanente e que se deu conjuntamente com a Prefeitura do Município de Canoas, através da Secretaria de Segurança Pública e Secretaria do Meio Ambiente. E que a “Polícia Civil tem na 4ª DP de Canoas uma força tarefa dedicada a esses tipo de crimes, estando a disposição para denúncias.” E que “as ações vão continuar.”

Por fim, o Delegado Souza, destacou que “os animas segundo a verificação preliminar dos agentes públicos, estavam aparentemente com necessidades que não estariam sendo atendidas.”