Foto: Jean Monteiro/Prefeitura de Esteio

Da redação* | A Secretaria Municipal de Obras e Serviços Urbanos (SMOSU) de Esteio, na Região Metropolitana, concentrou suas atividades no Bairro São Sebastião, na última terça-feira (26), na área onde 14 famílias esteienses, que atualmente recebem aluguel social, serão reassentadas. As equipes trabalharam na colocação de meio-fio, bocas de lobo, nivelamento de poços de visitas e terraplanagem. Cada família terá um lote de 110 m², onde serão instaladas casas-contêiner, semelhantes à do projeto-piloto implantado pela Prefeitura em maio do ano passado.

A SMOSU deve iniciar a pavimentação das ruas do loteamento nesta quarta-feira (27). Para isso, foram adquiridas 60 toneladas de asfalto. Os serviços de água e esgoto são de responsabilidade da Corsan. A instalação elétrica fica a cargo da RGE Sul. Após as ações de infraestrutura, a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e Habitação (SMDUH) providenciará a instalação das moradias e assistência às famílias que serão assentadas. Conforme o cronograma da SMDUH, o início das instalações dos módulos iniciará no dia 6 de março.

O investimento previsto, apenas para a aquisição das casas-contêiner, é de R$ 424,2 mil. As famílias que serão reassentadas viviam em situação de vulnerabilidade, em áreas de risco ou em condições precárias e, por esse motivo, foi identificada a necessidade de retirá-las de suas antigas moradias e conceder aluguel social.

Cada conjunto que será usado como moradia é formado por dois contêineres modulares galvanizados, que serão acoplados lateralmente, formando um ambiente de 27,6m² (4,6m x 6m), com pé-direito de 2,5m. Dotados de unidade sanitária, as unidades vêm prontas para as instalações elétricas e hidráulicas. As paredes são isotérmicas, ou seja, isolam a residência de excessos de calor ou de frio.

O custo estimado de cada conjunto da casa-contêiner é de R$ 30,3 mil. Em comparação, o kit de madeira antigamente utilizado pela Prefeitura para reassentamento de famílias que viviam em áreas de risco custa R$ 25 mil, mas tem um espaço menor (21 m²), ou seja, tem um custo por metro quadrado mais elevado e, além disso, demanda mais recursos para conservação e manutenção. Já os investimentos em aluguel social giram em torno aos R$ 11 mil por mês para a Prefeitura. Outros benefícios da moradia-contêiner são a sustentabilidade, pelo fato de ser uma obra limpa, com redução de entulho e de uso de recursos naturais como areia, madeira e água, e a praticidade, pela flexibilidade e agilidade na montagem.

*Com informações da Prefeitura de Esteio