Foto: Polícia Civil/Divulgação

Da redação | O criminoso Vinicius Soares dos Santos, conhecido como ‘Nego Vini, morador do bairro Mathias Velho, em Canoas, foi preso em Paranaguá, no interior do Paraná, no último final de semana. Ele é acusado de ter participado de uma tentativa de latrocínio no mês de abril, em Porto Alegre, e por isso, estava sendo procurado pela Polícia Civil.

O caso foi investigado pela 9ª Delegacia de Porto Alegre. Conforme o titular, delegado Alexandre Vieira, houve uma tentativa de execução, em um crime encomendado, por interesses financeiros e empresariais.  O crime ocorreu no dia 12 de abril na Avenida Tapiaçu, no bairro Passo D’Areia. A vítima, um empresário do setor do turismo, chegava em casa quando foi abordado por um homem armado com uma escopeta. O criminoso disparou duas vezes contra a vítima, à queima roupa, na altura do abdômen, e fugiu levando sua pasta e o celular.

Ferido, o empresário foi socorrido. Ele foi submetido a sete cirurgias e ficou 40 dias internado na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI). Mesmo no hospital, com base em denúncias, ele reconheceu Vinicius como o autor dos disparos.

Durante a investigação, os policiais descobriram que havia mais pessoas envolvidas no crime e que a motivação não era o roubo. As investigações levaram ao nome de Leandro Aparecido Caldas de 37 anos, que mantinha uma união estável com o sócio da vítima, como o mandante do crime. “O companheiro dele está com problemas de saúde. Então, Leandro pensou que se matasse o outro, ficaria com a empresa”, contou o delegado.

Leandro também foi preso no final de semana. Ele foi encontrado em Canoas. O local não foi divulgado pela Polícia Civil.

Recebeu para matar

Com antecedentes por roubo e tráfico de drogas, Vinicius contou para os policiais, depois de preso, detalhes do crime.

Conforme o criminoso, ele e Leandro se conheceram pelas redes sociais em março. No mês seguindo, o companheiro do sócio da vítima, disse que precisava de alguém para uma execução. Como pagamento, ofereceu inicialmente uma EcoSport. Depois, voltou atrás e ofereceu R$ 2,5 mil.

Para que Vinicius identificasse o homem, Leandro o levou até perto da empresa e entregou uma fotografia do alvo. Na confissão, ele disse que quase atirou em outro homem e não na vítima.

Quando foi identificado como autor dos disparos, o morador do Mathias Velho, fugiu para o Paraná e era sustentado por Leandro, que lhe mandava dinheiro toda semana. Além dos dois, foram presas duas pessoas. Uma delas, vendeu o celular para um motoboy de Canoas.