Foto: Jaime Zanatta/GBC

Da redação | O prefeito de Canoas, Luiz Carlos Busato, participou da coletiva de imprensa que anunciou a prisão de Yarllison Deloni de Mello da Silva de 24 anos. Ele foi preso no último sábado (31) e é o responsável por atear fogo em um coletivo da Vicasa na última terça-feira (27).

Conforme o chefe do Executivo Municipal, tanto a Brigada Militar quanto a Polícia Civil estão de parabéns pela rápida a comunidade canoense. “Foi um crime muito grave. Ninguém tinha como prever isso. Precisamos agradecer o empenho de vocês”, comentou.

Busato ainda reforçou que desde o dia do ataque criminoso, a Prefeitura está reformando o local. “Estamos cumprindo o nosso papel e aproveito para falar que o local está mais bonito do que era antes. Porém, nas próximas semanas vamos reformar ele por completo”.

Detalhes da investigação

Logos nas primeiras horas, segundo o delegado regional Mário Souza, o setor de investigações já tinham suspeitas da autoria e identificado três suspeitos. A motivação, conforme o delegado Thiago Carrijo, titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Canoas, o grupo atuou com o objetivo de chamar a atenção da polícia para a atuação de um grupo rival no bairro Mathias Velho. Eles, pertencem a uma organização criminosa do bairro Rio Branco.

O preso, de acordo com a investigação, é o executor do incêndio. Ele, inclusive, confessou o crime, mas não identificou os outros três criminosos que também participaram do crime. “Todos já foram identificados. Um já tem até pedido de prisão. Agora vamos pedir para que a justiça decrete a prisão dos outros dois”, comentou Carrijo.

Yarlisson pode pegar, no mínimo, 160 anos de cadeia. Ele e os comparsas vão responder por 14 tentativas de homicídios.

Prisão

Agentes da DHPP e soldados da Brigada Militar (BM) chegaram até o criminoso no último sábado (31). Ele estava escondido em uma casa no bairro Rio Branco. No local, junto com uma testemunha, contou detalhes do crime.

A testemunha, que não foi identificada pela Polícia Civil por motivos de segurança, prestou depoimento na DHPP e apontou os demais autores do crime.

Além disso, Yarlisson foi reconhecido por testemunhas que estavam no ônibus. Dois passageiros do coletivo seguem internados nos hospitais de Pronto Socorro e Universitário.

O criminoso é um conhecido incendiário da cidade. Em 2016, ele ateou fogo na casa da ex-companheira, no bairro Guajuviras. Porém, também tem passagens por roubo a veículo e a pedestre.

Dias de trabalho intenso

Na coletiva de imprensa, o Tenente Coronel Jorge Dirceu, que comanda o 15° BPM, apontou que o crime foi total prioridade na última semana. “As ações da Brigada Militar foram deslocadas para colaborar com a identificação e captura dos suspeitos. O trabalho conjunto foi fundamental para o êxito do trabalho das polícias.”

O delegado Carrijo também reforçou a união como principal destaque da ação. “Ambas as forças policiais trabalharam de forma ininterrupta nos últimos seis dias. O resultado é que chegamos ao esclarecimento total dos fatos”.

O delegado regional Mario Souza, esclareceu que “as ações contra o Crime de homicídios são prioridade na região” e que “a resposta deve ser a mais rápida possível para não permitir-se a impunidade.” Ele também destacou que “o grave crime do ônibus não poderia ficar impune.”