Foto: Brigada Militar/Divulgação

Da redação | A patrulha escolar do 15° Batalhão de Polícia Militar (BPM) responsável pelo policiamento de Nova Santa Rita já estava de olho nas escolas da cidade antes do adolescente que ameaçava atacar uma escola ser detido pela Polícia Civil. Essa, inclusive, tem sido uma ação freqüente da Brigada Militar.

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Conforme o Tenente Coronel Dirceu Abreu, Comandante do 15° BPM, o patrulhamento nas escolas da cidade segue normal. “O que estamos fazendo é dar uma atenção diferenciada na comunidade escolar”, comentou.

Além disso, o Comandante ainda ressaltou que o objetivo é manter a tranquilidade e serenidade da comunidade escolar. “Estamos fazendo isso para que possam seguir no processo ensino aprendizagem sem desviar o foco do objetivo principal de criar bons cidadãos, instruir futuros bons profissionais”, finalizou.

Possível ataque frustrado

Os agentes da Polícia Civil de Nova Santa Rita, na Região Metropolitana, frustraram um possível ataque a uma escola do município. O adolescente que planejava o atentado foi detido no inicio da manhã desta sexta-feira (4). A ação contou com o apoio da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Canoas e do setor de inteligência do 15° BPM.

O menor tem 17 anos. Ele vinha sendo monitorado nas redes sociais desde janeiro, quando foram identificadas postagens relacionadas ao nazismo e manifestações racistas e xenofóbicas. O ataque estava sendo planejado para outubro, mês que ele completa 18 anos. “Questionamos se o menor tinha medo de morrer, ou algo do tipo, e ele disse que não tinha problema com isso”, afirmou o diretor da 2ª Delegacia Regional de Polícia Metropolitana (DPRM) e titular da Delegacia de Polícia de Nova Santa Rita, delegado Mário Souza.

O comportamento do adolescente também chamou a atenção do delegado. Frio, ele recebeu os policiais sem apresentar nenhum tipo de nervosismo. “Ele estava tranquilo o tempo todo”. Na casa, foram apreendidos desenhos e filmes relacionados ao nazismo e ao ataque em uma escola de Suzano, no Interior de São Paulo, além de celulares e computadores. Todo o material será submetido a perícia. A investigação agora quer saber se há outros envolvidos no caso. Suspeita-se que o menor integre uma rede com pessoas de outros estados que tenham o mesmo objetivo.

O delegado reforçou que não serão divulgados o bairro onde a prisão foi realizada, o nome do adolescente e nem a escola que seria alvo dos ataques. O menor planejava fazer o ato com armas brancas, ou seja, facas e até um machado.