Foto: Arquivo Pessoal/Reprodução

Da redação | Começa a ser julgado nesta quarta-feira (23) o militar da reserva do Exército Rogério Biscaglia Righi de 34 anos. Ele é acusado de atacar e matar Paula Estefani Schultz Lopes Lacerda de 23 anos. Eles viviam em São Gabriel.

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O crime aconteceu em 5 de março de 2018. Paula saiu de casa para ir ao trabalho. Ela e Rogério não estavam mais juntos. Familiares relataram que eles tinham constantes brigas, mas, mesmo assim ela nunca registrou alguma ocorrência contra ele.

Conforme a Polícia Civil, no dia do crime, ele perseguiu a ex-mulher por duas quadras enquanto dirigia um Ford Fiesta. Ele acelerou o veículo e atingiu Paula. Testemunhas relataram na época, que Righi saiu do carro e atacou a mulher com golpes de faca no pescoço. A mulher tentou reagir, mas não conseguiu. O ataque só parou quando outro militar chegou no local e deteve o acusado. Parte do crime foi registrado por câmeras de segurança.

O militar responde pelo crime de homicídio qualificado por motivo torpe, recurso que dificultou defesa, meio cruel e feminicídio, que é o assassinato de mulher em contexto de gênero. Segundo o Ministério Público, pela Promotoria, serão ouvidas três testemunhas, entre elas a mãe da vítima.

O que diz a defesa do acusado

Righi é representado por dois advogados: Gustavo Teixeira Segala, de Santa Catarina, e Tiago Machado Battaglin, de São Gabriel. Pela defesa, foram arroladas quatro testemunhas para o julgamento. A defesa não divulgou quem são as pessoas a serem ouvidas.

Em nota, os advogados não deram detalhes sobre a tese que será apresentada no júri, mas afirmaram esperar “julgamento imparcial e justo”. “Por parte da defesa, não adentraremos o mérito da causa nem detalhes do processo, primeiramente em respeito à vítima e seus familiares, bem como ao Poder Judiciário. Mas gostaríamos de salientar, em que pese a gravidade do crime imputado ao réu, a defesa técnica busca com todas as forças um julgamento imparcial e justo, observados todos os princípios constitucionais da plenitude de defesa, do contraditório, e do devido processo legal. Apesar de se tratar de um crime que abalou a comunidade, esperamos um ambiente tranquilo para desempenharmos o papel fundamental da defesa”.

O réu segue preso no 9° Regimento de Cavalaria Blindado, em São Gabriel.