Valter Campanato/Agência Brasil

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Da redação | O ex-deputado federal e ex-presidente da Câmara, Marco Maia (PT) foi denunciado na Operação Lava-jato. O processo foi aceito pelo juiz da 13ª Vara Federal de Curitiba.

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O ex-parlamentar é acusado pelo Ministério Público Federal (MPF) de receber propina para proteger empreiteiros durante a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da Petrobras em 2014. O petista era relator da comissão. O caso chegou a tramitar no Supremo Tribunal Federal (STF), em razão da prerrogativa de foro de Maia à época, mas foi encaminhado para a primeira instância após ele não conseguir se reeleger. A denúncia é por corrupção passiva.

Conforme a Lava-Jato, a construtora OAS teria se comprometido a repassar pelo menos R$ 1 milhão, em espécie, ao ex-parlamentar. O MPF rastreou supostos pagamentos de R$ 400 mil, em 31 de julho de 2014, e R$ 300 mil, em 30 de setembro de 2014.

Ao receber a denúncia, Bonat lembra que outro ex-parlamentar já foi condenado por blindar empreiteiros. “Um dos membros das duas comissões parlamentares de inquérito e, especificamente, da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito, da qual foi vice-presidente, era o ex-senador da República Gim Argello. Foi ele processado e julgado perante este Juízo na ação penal 5022179-78.2016.4.04.7000 (evento 495), por ter, comprovadamente, solicitado e recebido vantagem indevida das empreiteiras UTC, OAS e Toyo Setal, com a finalidade de que empreiteiras e seus dirigentes fossem protegidos na investigação”.

Outras quatro pessoas também se tornaram réus na ação contra Maia. A reportagem de Agência GBC tenta contato com o ex-parlamentar, mas, até agora não obteve retorno.