Foto: Jaime Zanatta/GBC

Da redação | Desde 2016 a Operação Desmanche, – ação entre a Secretaria de Segurança Pública e o Detran /RS –, já recolheu mais de sete mil toneladas de sucatas veiculares. No meio do material, estão carcaças, latarias e peças automotivas. Um balanço das ações foi divulgado para a imprensa na manhã desta quarta-feira (6) na Gerdau, em Sapucaia do Sul.

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A escolha do local foi motivada por que a empresa siderúrgica fica com toda a sucata. Ela tritura e transforma em produção de aço. “Esta é uma típica relação que todos ganham: nós como empresa, recebendo a nossa matéria-prima, que é o material metálico, mas também o governo do Estado e a sociedade como um todo. Se tira de circulação e se transforma o que poderia ser matéria de delito”, contou o gerente-executivo da Gerdau, Jean Carlo Peluso.

A demonstração do processo, inclusive, foi apresentada para a imprensa (Foto: Jaime Zanatta/GBC)

As toneladas de sucata foram adquiridas pela Gerdau por R$ 885 mil. O valor foi dividido entre o Fundo Especial da Segurança Pública e o próprio Detran/RS.

Números até o momento

Conforme dados da SSP, já foram realizadas mais de 80 edições da operação. Nesses quase quatro anos, foram interditados 132 estabelecimentos em 50 cidades. No total, 70 pessoas já acabaram presas. “Nenhum desses locais voltou a funcionar. A Legislação impede que quem respondia pelos estabelecimentos volte a abrir negócios do gênero”, afirmou o diretor do Departamento de Inteligência de Segurança Pública da SSP, delegado Emerson Wendt.

Além disso, Wendt também ressaltou que a Operação Desmanche contribui para a redução dos índices de roubos e furtos de veículos. “Os dados estão aí para dizer que as ações deram certo. São quase seis mil casos a menos de furto e roubo de veículos em 2019, se compararmos com 2018”. “Desconfio que os criminosos que antes roubavam veículos, estejam migrando para outras práticas criminosas”, afirmou o diretor-presidente do Detran/RS, Enio Bacci.

Compras de peças ilegais

Bacci também reforçou que a população também é responsável pelo roubo e furto de veículos. “Hoje só tem crime se tiver mercado. Atualmente, não tem mais aquela prática comum de levar o carro até o Paraguai. A compra de peças ilegais mantém o crime ativo”. Existem atualmente 394 centros de desmanches de veículos, cuja sigla é CDV, em 127 municípios, sendo que outros 124 estabelecimentos estão em processo de regularização.

Apoio na fiscalização

Quem acompanhou o evento foi o secretário municipal de Segurança Pública e Trânsito de Sapucaia do Sul, Arno Leonhardt. Ele reforçou que a cidade trabalha de forma integrada com todos os órgãos que compõem a força-tarefa. “Toda parte administrativa da Prefeitura auxilia nas ações. Outro exemplo que temos, é o apoio da Guarda Municipal sempre que alguém nos solicita”.