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Quase no apagar das luzes de 2019, é preciso elogiar a performance do presidente Jair Bolsonaro. Durante a 55ª Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul, ocorrida nesta quinta-feira (05), em Bento Gonçalves, ele promoveu um discurso bem diferente do que proferiu no Fórum Econômico Mundial, ainda em janeiro, ou então na Assembleia Geral nas Nações Unidas.

Desapegado de fantasmas, Bolsonaro não abordou comunismo, esquerda-direita ou Venezuela e ainda agiu contra retrocessos ideológicos – possivelmente se referindo ao presidente eleito da Argentina Alberto Fernandez, que é de esquerda. A cúpula era para fechar negócios, estimular o livre-comércio e fomentar o desenvolvimento econômico. E em um raro dia de postura mais política e diplomática, Jair Bolsonaro agiu como se deve agir um Chefe de Estado.

Ao lado dos presidentes Mauricio Macri (Argentina), Mario Abdo (Paraguai) e da vice-presidente do Uruguai, Lucia Topolansky, Bolsonaro defendeu menor taxação de impostos como alternativa para aumentar a competitividade, incentivo ás micro e pequenas empresas e também o empoderamento de jovens e mulheres no mercado de trabalho.

Se este bom discurso do presidente será aplicado na prática, ainda não sabemos, contudo, o Brasil, embora tenha passado á presidência do Paraguai, tem condições de se firmar como protagonista e líder do grupo, mas para isso, precisa desapegar de inimigos que não tem e de fato encaminhar soluções para o país. Bolsonaro foi leve e próximo do que um presidente deve ser – deu até tempo de convidar os colegas para plantar umas vinhas, em uma tarde de sol e lucidez na Serra Gaúcha.