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De um tempo pra cá, tem sido cada vez mais comuns discussões sobre “ser de direita” ou “ser de esquerda”. As origens destes termos, vem de muito antes de Bolsonaro, do PT, da Rede Globo ou do WhatsApp.

Fim da Idade Moderna e início da Revolução Francesa. Dois anos depois, dois grupos políticos discordantes se reuniram na assembleia daquele país, para elaborar e discutir a nova Constituição.

De uma lado, mais precisamente à direita do parlamento, sentavam-se os Girondinos, que faziam parta da alta burguesia francesa e representavam a classe conservadora do país. Os Girondinos defendiam ideais liberais na economia, mínima intervenção do estado e defendiam o “voto sensisário”, que excluía o direito ao voto dos eleitores de baixa renda. Em suma, representavam posições mais moderadas e defendias mudanças contidas e a longo prazo.

Já á esquerda do plenário, sentavam-se os Jacobinos, que representavam a baixa burguesia e os trabalhadores. Defendiam o fim da escravidão e da monarquia. Eram favoráveis a implantação da República, e ao fim dos privilégios do clero e da nobreza. Eles representavam os grupos revolucionários da França, que cobravam mudanças radicais na sociedade.

Até o fim da Revolução Francesa, em 1799, ambos os grupos se alternaram no protagonismo do país. A partir disso, os termos “esquerdistas” e “direitistas” se popularizaram com o tempo e permeiam até hoje.

Contudo, a definição destes termos é bem mais complexa na atualidade, e não pode se deter a características dadas há séculos. São necessários reflexões e estudos mais profundos sobre conservadorismo, liberdade, igualdade, socialismo e democracia, para então se encaixar em um desses grupos.

Mas seja de direita ou de esquerda, é fundamental o entendimento de que as duas vertentes são necessárias, podem e devem funcionar, não em concordância, mas em condição de respeito e harmonia.