Foto: Jaime Zanatta/GBC

Referência para diversas cidades gaúchas em urgências e emergências, o Hospital de Pronto Socorro de Canoas (HPSC) atendeu, entre os dias 24 e 25 de dezembro, 58 casos de queimaduras provocadas por fogos de artifício. Comuns nas festas de fim de ano, esses artefatos foram responsáveis por 20% de todos os atendimentos no hospital.

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Além dos casos de queimaduras por fogos de artifício, o hospital também atendeu 145 pessoas vítimas de acidentes de trânsito. O número é superior ao registrado no Natal de 2018, quando 101 pessoas deram entrada no Hospital de Pronto Socorro de Canoas depois terem sofrido acidentes nas ruas e rodovias do Rio Grande do Sul.

Na virada de ano

Para o Ano Novo, o HPSC se prepara para receber um número maior ao do Natal em casos de urgência e emergência por conta de acidentes com fogos de artifício, já que durante as festa de Réveillon o uso dos fogos são mais comuns. Canoas é referência em realização de cirurgias plásticas após acidentes com queimaduras e conta com estrutura para dar assistência integral aos pacientes vitimados por fogos de artifício. A recomendação das autoridades é que só faça o manuseio e lançamento dos fogos pessoas habilitadas para tal atividade. A lesão mais comum nos casos de acidentes envolvendo fogos de artifício é a queimadura, mas há casos de surdez, lesão na face e até mesmo amputação de membros.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT), uma em cada 10 pessoas tem um de seus membros superiores amputados ao sofrer acidentes com fogos de artifício. E dos cerca de 120 mortos nos últimos anos, mais de 24 eram crianças com menos de 14 anos de idade.

Recomendações Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia:

– Assistir queimas de fogos públicas, pois são mais seguras;

– Só comprar o produto em lojas especializadas e certificadas;

– Escolher versões menos explosivas, de fácil manuseio, dentro do prazo de validade e com certificado de garantia;

– Optar por fogos que tenham base de encaixe para ser fixada no chão;

– Fazer a soltura ao ar livre, a 30 metros de distância, e verificar se não existem substâncias inflamáveis nem rede elétrica nas proximidades;

– Jamais fazer experiências ou modificar os explosivos;

– Orientar as crianças a estourar as bombinhas e os estalinhos longe de fogueiras, de substâncias inflamáveis, de pessoas e de objetos, que podem quebrar e se estilhaçar, caso de garrafas de vidro e latas de refrigerante;

– Não carregar os artefatos nos bolsos, já que eles podem explodir acidentalmente;

O que fazer em caso de acidente:

– Acione o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193 ou o SAMU pelo 192;

– Lave queimaduras com água fria ou soro fisiológico e envolva com um pano úmido;

– Em caso de amputações, colocar o membro em um saco plástico dentro de um recipiente com gelo e levar o paciente para o pronto-socorro.