Foto: Cristiano Júnior/Prefeitura de Canoas

Na confluência entre os rios Sinos e Jacuí, em Canoas, repousa um parque natural bastante procurado durante o verão. Trata-se da Praia do Paquetá, a chamada “prainha”, que fica no bairro Mato Grande. Muito procurado por moradores da Região Metropolitana, o espaço de lazer chega a reunir 2 mil pessoas nos finais de semana de calor. Opções de passatempo não faltam: o local oferece churrasqueiras, cancha de futebol, trapiche para saltar na água doce e até um parque sincrético, composto por diversos santos religiosos.

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A sintonia dos frequentadores com o local é tão grande que alguns resolveram prolongar a estada. É o caso da família de Altair de Oliveira, que há dez anos monta um acampamento na beira da prainha. Com lanternas, roupas de cama e bastante comida, os acampados da família Oliveira costumam passar cerca de dez dias “morando” na orla.

“Essas são as nossas férias. É sagrado. Todo ano viemos para cá, montamos nosso acampamento e curtimos a família. A criançada adora.” conta Oliveira, que não esconde a felicidade de compartilhar uma tradição que acompanha a família durante os dias de férias: os bailes da tarde, com muita música, do qual participam os frequentadores que estão perto do acampamento.

De acordo com Oliveira, a segurança no local melhorou de forma considerável nos últimos anos. Segundo ele, não há mais problemas de assaltos e foi fortalecida a sensação de segurança. “Vemos guardas municipais e brigadianos circulando bastante por aqui. Dormimos aqui, com todas as nossas coisas, sem nenhum medo”, afirma.

A moradora do bairro Estância Velha, Rita Silveira, é presença constante no local. Acompanhada da família, Rita tem o costume de pescar todas as manhãs de sábado na prainha. Por voltas das 9h, ela estaciona o carro em frente à orla, tira os artigos de pesca do porta-malas do carro e, segundo ela, “esquece do mundo” por um tempo.

“É uma tradição da minha família vir aqui. Frequento o Paquetá desde os três anos. Hoje pesco bem melhor, consigo até levar alguns peixes para casa e cozinha-los”, conta Rita. Segundo ela, a estrutura da prainha está muito melhor do que em anos anteriores. “Hoje, quem vem tem vontade de repetir a dose”, afirma.