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O papa Francisco anunciou neste domingo (1) que não participará de um retiro espiritual de seis dias com a Cúria em Ariccia, ao sul de Roma, por conta de um resfriado. O porta-voz do pontífice, Matteo Bruni, rejeitou qualquer especulação sobre uma possível contaminação do coronavírus, e disse que acompanhará as orações.

“Infelizmente, um resfriado me obriga a não participar este ano” do retiro da Quaresma, declarou o papa, de 83 anos. O pontífice teve dois acessos de tosse durante a oração do Angelus. “Não há evidências que nos levem a diagnosticar nada além de uma leve indisposição”, ressaltou, por sua vez, o porta-voz do Vaticano, Matteo Bruni, questionado pela imprensa, em plena epidemia do novo coronavírus na Itália.

O papa planejava passar seis dias em Ariccia a partir deste domingo, onde deveria celebrar uma missa diária e participar dos chamados exercícios espirituais, liderados por um pregador jesuíta, com membros da Cúria Romana.

Audiências canceladas

Na quinta-feira (27), ele já havia reduzido sua agenda por causa de uma “leve indisposição”. Na quarta-feira, já estava resfriado quando participou de dois eventos ao ar livre, o que o levou a cancelar sua participação em uma missa na basílica de São João de Latrão, em Roma, no dia seguinte.

No mesmo dia, o papa apertou a mão, como costuma fazer, de dezenas de fiéis e beijou algumas crianças na praça de São Pedro, durante sua audiência tradicional. À tarde, participou de uma procissão a pé em direção à basílica de Santa Sabina, sede histórica dos dominicanos.

Mas, depois disso, cancelou por três dias suas “audiências” oficiais no palácio apostólico e ficou na residência de Santa Marta, no Vaticano, onde reside. No entanto, ele continuou celebrando a missa da manhã e recebendo visitantes, como o chefe da Igreja Greco-Católica da Ucrânia, Sviatoslav Shevchuk, com quem se reuniu no sábado (29). O papa retirou uma parte do pulmão quando tinha cerca de 20 anos, por conta de uma doença respiratória.