Foto: Polícia Civil/Divulgação

A Polícia Civil deflagrou na manhã desta quinta-feira (30) a Operação Quarentena. O objetivo era evitar os assaltos a pedestres e prender criminosos que fazem a prática em Canoas. Foram cumpridas 33 ordens judiciais em Canoas e Porto Alegre. Cinco delas são de prisão temporária e 27 são de mandados de busca e apreensão nas residências de investigados e receptadores.

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O titular da 4ª Delegacia de Polícia de Canoas, delegado Thiago Lacerda, coordenou seis meses de investigação. Dezenas ocorrências de roubo a pedestre foram apuradas. Na maioria dos casos, os criminosos usavam armas de fogo para realizar os crimes que ocorriam em paradas de ônibus, estações de trem, passarelas e ruas do Centro. “Eles agiam com extrema violência. Em um dos casos, eles chegaram a derrubar uma vítima e começaram a desferir chutes contra ela. Imagina o trauma”, contou.

Até o momento, 11 criminosos foram presos entre preventivos e flagrantes nos bairros Rio Branco, Harmonia, Fátima, Centro, Niterói e Guajuviras. Os policiais apreenderam celulares, objetos pessoais, documentos e até um veículo. Cerca de R$ 50 mil foi encontrado com os assaltantes. “Eles não eram uma grande quadrilha. Na maioria das vezes agiam sozinhos ou em dupla”, relata Lacerda.

A Polícia Civil contou com o apoio da Secretaria Municipal de Segurança Pública de Canoas. Para identificar os criminosos, foram utilizadas as imagens das câmeras de vídeomonitoramento da cidade. “Esse apoio da foi fundamental a nível de inteligência nas investigações”, afirmou o diretor da 2ª Delegacia de Polícia Regional Metropolitana, delegado regional Mário Souza.

Souza também ressaltou que essa “foi a maior operação policial de 2020 contra os crimes de roubo a pedestre. Acidade de Canoas ostenta bons indicadores de crime de roubo a pedestre fruto do trabalho da Polícia Civil, Brigada Militar e Guarda Municipal. A operação quarentena é realizada para manter esses índices e não permitir que nesse momento especial de pandemia e novas rotinas, até mesmo com menos fluxo de pessoas nas ruas que os criminosos se aproveitem dessa situação.”