Foto: Reprodução/ GBC

A Fundação Hospitalar Getúlio Vargas (FHGV) emitiu uma nota para esclarecer informações sobre o sétimo óbito por coronavírus em Sapucaia do Sul. Pelas redes sociais, diversas publicações informavam que o homem havia morrido de outras doenças e não de Covid-19.

Segundo a FHGV, o paciente deu entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Sapucaia do Sul às 11h15 da última quarta-feira (27). Ele chegou inconsciente e prontamente foi levado à sala vermelha, onde foi constatada parada cardiorrespiratória.

Conforme a mantenedora da UPA, apesar das manobras de reanimação realizadas pela equipe durante 40 minutos na tentativa de fazê-lo sobreviver, o paciente, que trazia histórico de asma e hipertensão, não resistiu. A equipe seguiu os protocolos e fez a coleta para teste do coronavírus.

A FHGV informou que esposa e filho do paciente estavam do lado de fora da unidade de saúde e foram avisados do ocorrido. Além disso, a equipe de médicos liberou a entrada, mas solicitou que eles mantivessem distância e que não poderia tocá-lo, porque o caso estava sendo tratado como suspeita em relação à Covid-19.  

O corpo, de acordo com a fundação, foi preparado com o rigor exigido pelos protocolos e colocado em saco impermeável com a devida identificação de suspeita do lado externo, até ser entregue à funerária. “Desrespeitando as normativas legais, a família e a funerária teriam realizado velório com portas e caixão abertos, com a presença de diversas pessoas, o que gerou revolta na comunidade, sobretudo nas redes sociais. A partir da repercussão negativa, os responsáveis pelo velório foram a público dizer que não haviam sido avisados de que havia risco de contaminação”, diz a nota assinada pela FHGV. O corpo foi enterrado no cemitério do município.

A fundação também informou que solicitou para a Vigilância em Saúde de Sapucaia do Sul, que a funerária seja notificada por ter descumprido o decreto municipal que prevê restrições para velórios nesses casos e a resolução estadual que determina que o saco impermeável é inviolável e o caixão deve ficar fechado.

A Prefeitura de Sapucaia do Sul informou que a capela só vai ser autorizada a funcionar novamente depois que passar por uma higienização e os funcionários passarem por uma testagem para o coronavírus. O município também está em contato com os familiares da vítima e passarão por testes.

Veja a nota na íntegra:

A Fundação Hospitalar Getúlio Vargas (FHGV) vem a público esclarecer a situação que envolve o sétimo óbito por coronavírus  em Sapucaia do Sul, ocorrido na quarta-feira (27) na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município.

A partir da chegada do paciente, às 11h15 da quarta-feira (27), a equipe da UPA entrou imediatamente em ação, sempre com a presença da coordenadora da unidade:

  • O paciente chegou inconsciente e prontamente foi levado à sala vermelha, onde foi constatada parada cardiorrespiratória.
  • Apesar das manobras de reanimação realizadas pela equipe durante 40 minutos na tentativa de fazê-lo sobreviver, o paciente, que trazia histórico de asma e hipertensão, não resistiu.
  • Seguindo os protocolos oficias em tempos da pandemia do covid-19, e sempre com a presença da coordenadora da Unidade, a equipe fez coleta para teste de coronavírus.
  • Ao mesmo tempo, esposa e filho que estavam do lado de fora da UPA até então, foram avisados do ocorrido e de que poderiam entrar para ver seu ente, mas com a ressalva de que deveriam manter distância e não poderiam tocá-lo, justamente porque estava sendo tratado como suspeito em relação à presença do vírus.
  • Em seguida o corpo foi preparado com o rigor exigido pelos protocolos e colocado em saco impermeável com a devida identificação de suspeita do lado externo, até ser entregue à funerária.

Desrespeitando as normativas legais, a família e a funerária teriam realizado velório com portas e caixão abertos, com a presença de diversas pessoas, o que gerou revolta na comunidade, sobretudo nas redes sociais. A partir da repercussão negativa, os responsáveis pelo velório foram a público dizer que não haviam sido avisados de que havia risco de contaminação.

Diante disso, a direção da Fundação Hospitalar Getúlio Vargas e a coordenação da UPA de Sapucaia do Sul emitem esta nota de esclarecimento e informam que solicitarão à Vigilância em Saúde que notifique a funerária por ter descumprido decreto municipal (que prevê restrições para velórios nesses casos) e resolução estadual (que determina que o saco impermeável é inviolável e o caixão deve estar sempre fechado).

A FHGV reitera que vem tomando todas as medidas exigidas pela Anvisa e pela Secretaria Estadual da Saúde no sentido de prevenir e proteger a saúde e o bem-estar dos usuários, seus familiares, e trabalhadores da instituição.