Jaime Zanatta

Há 45 dias nenhuma ocorrência policial de homicídio é atendida em Canoas. Desde 1° de junho, o município não registra nenhuma morte violenta. “Isso é uma marca histórica! É muito importante a gente ter esse dado”, afirmou o diretor da 2ª Delegacia de Polícia Regional Metropolitana, delegado regional Mário Souza.

O número é comemorado por todas as forças policiais. Nessa lista, você pode incluir a Polícia Civil, Brigada Militar, Guarda Municipal e outros órgãos de segurança. A integração entre eles, segundo o titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), delegado Thiago Carrijo, gerou esse número. “O resultado é fruto da engrenagem bem consolidada na cidade entre os policiais civis da Delegacia de Homicídios de Canoas e as demais delegacias na região, com a Brigada Militar e demais forças de segurança.” Ele também destacou “a estratégia operacional com ações enérgicas e operações especiais contra homicídios.”

O comandante do 15° Batalhão de Polícia Militar (15° BPM), tenente-coronel Jorge Dirceu Filho também destacou essa integração que além de reduzir os crimes também ajuda na elucidação deles. “A gente está colhendo os frutos de um trabalho que já vem sendo construído desde que chegamos aqui no ano passado. Implantamos a metodologia de integração, principalmente com a DHPP, demos uma dinâmica diferente no nosso setor de inteligência e isso contribuiu para termos esse dado agora. Se tornou uma constante, desde o ano passado alguns crimes têm o autor preso em menos de 24 horas. A grande chave disso aí é inteligência, integração e competência.”

Uma das metodologias aplicadas pela Brigada Militar (BM), que está no contexto da integração, é a rápida comunicação entre as guarnições da BM e as equipes da Civil. “Quando uma guarnição daqui é despachada para uma ocorrência de homicídio, já acionamos uma da DHPP. Muitas vezes eles chegam junto no local e isso ajuda muito na elucidação do caso”, conta o comandante do 15° BPM.

Mário Souza também destacou as diversas operações especiais realizadas no município e as investigações qualificadas que resultaram nesse número. Ele também reforça que “onde tiver homicídio em Canoas, será direcionada para lá, toda a energia investigativa e operacional da Polícia Civil”.

Metas
Mesmo comemorando os números, o resultado ainda não alcançou a meta. Segundo o delegado Mário Souza, “o objetivo é cada vez mais aproximar Canoas do índice da ONU de homicídios”.

O Comandante do 15° BPM reforça que até 2018, a cidade tinha uma taxa de 41,5 de homicídios. A métrica utilizada é cada 10 mortes para 100 mil habitantes. “Nossa meta é chegar nesse número. Estamos muito pero dela, com 15.5 em 2020. Queremos ela, inclusive, menor que esse padrão da ONU”, afirma.