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A Polícia Civil de Santa Catarina segue investigando o caso da mulher grávida que estava desaparecida e foi encontrada morta e abandonada. A principal acusada do crime foi presa e deu depoimento.

Ela confessou que matou a vítima, que era sua amiga, com golpes de tijolo na cabeça. A mulher ainda afirmou ter utilizado um estilete para retirar o bebê do útero da gestante após o assassinato.

Segundo o delegado Paulo Alexandre Freyesleben e Silva, responsável pelo caso, a mulher admitiu ter contado à vítima que haveria um chá de bebê como forma de atraí-la. Flávia Godinho Mafra estava desaparecida desde a tarde desta quinta-feira, 27. Ela tinha saído de carona para um chá de bebê surpresa.

Ainda de acordo com o depoimento da autora do crime, ela levou a grávida para o bairro Galera. Lá, onde teria dado um golpe com um tijolo na cabeça da vítima, que caiu no chão. Na sequência, ele teria dado novos golpes. Depois, utilizado um canivete para cortar a barriga de Flávia e retirar o bebê.

O estilete foi encontrado no local do crime. O corpo da vítima foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) em Balneário Camboriú, no Litoral Norte. Ainda não há previsão do laudo com as causas da morte, de acordo com o órgão.

A mulher ainda informou que estava grávida, mas perdeu o bebê em janeiro deste ano. Ela não contou aos familiares e teve a ideia de roubar o bebê da amiga grávida para criar como sendo seu.

De acordo com a Polícia Civil, a criança não corre risco, encontra-se no hospital infantil e vai ficar sob os cuidados do Conselho Tutelar.

Entenda o caso

Flávia estava grávida de 36 semanas, havia desaparecido na tarde da última quinta-feira, quando ia para um chá de bebê na cidade de São João Batista. A última vez que foi vista com vida foi quando estava entrando no carro, um Volkswagen Fox preto, de uma conhecida, que a levou até a ponte da cidade do destino.

A família e amigos da vítima perderam o contato com ela na mesma tarde e começaram a pedir ajuda pelas redes sociais.