Fernando Frazão/Agência Brasil

Uma audiência que visava uma conciliação entre os trabalhadores dos Correios e a direção da ECT, foi realizada na tarde da última sexta-feira (11). A ministra Kátia Arruda realizou a reunião por videoconferência.

O principal objetivo dessa reunião era promover a conciliação entre as duas partes e, assim, terminar com a greve. Porém, nenhum acordo foi feito, logo, a greve continua por tempo indeterminado.

O Tribunal Supremo do Trabalho (TST) vai julgar a situação no dia 21 de setembro. Os ministros do TST, vão estudar o caso e decidir qual será o valor do reajuste salarial e as outras cláusulas que entrarão em vigor no novo acordo coletivo do trabalho.

Os trabalhadores dos Correios estão em greve desde o dia 17 de agosto, segundo o TST, os grevistas não apresentaram propostas para que houvesse a conciliação durante a audiência.

Os Correios divulgaram em nota que os trabalhos seguirão, afim de reduzir os efeitos da greve e a rede de atendimento continuará aberta “Nas últimas quatro semanas, seguindo o plano de continuidade do negócio, já foram mais de 187 milhões de objetos postais, entre cartas e encomendas, entregues em todo o país”, declarou a empresa.

Segundo a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas dos Correios e Similares (Fentect), os grevistas reivindicam que a estatal seja privatizada e a “negligência com a saúde dos trabalhadores” durante a pandemia. E que sejam garantidos os direitos trabalhistas.

Leia a Nota dos Correios

“Correios aguarda julgamento do dissídio

 Na tarde desta sexta-feira (11), os Correios e as representações sindicais participaram de audiência de conciliação no Tribunal Superior do Trabalho (TST), em Brasília (DF). Como não houve consenso, a ministra Kátia Magalhães Arruda, designada relatora do dissídio coletivo, marcou, para o dia 21/9, o julgamento da ação.

Os Correios seguem trabalhando para reduzir os efeitos da paralisação parcial dos empregados. Durante o último fim de semana e feriado de Dia da Independência, os empregados das áreas administrativa e operacional estiveram mais uma vez unidos em prol da manutenção dos serviços da estatal.

Nas últimas quatro semanas, seguindo o plano de continuidade do negócio, já foram mais de 187 milhões de objetos postais, entre cartas e encomendas, entregues em todo o país.

 A rede de atendimento segue aberta e os serviços, inclusive o SEDEX e o PAC, continuam disponíveis. As postagens com hora marcada permanecem temporariamente suspensas – medida em vigor desde o anúncio da pandemia.”