Foto: Ministério Público RS/Divulgação

O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MP-RS) cumpriu 26 mandados de investigação sobre os crimes de licitação cometidos pela prefeitura de Viamão, na manhã desta terça-feira (15). Um vereador foi preso preventivamente.

A operação, que recebeu o nome de Pegadas, na verdade é continuação da Operação Capital, na qual foi responsável pelo afastamento do prefeito de Viamão, André Pacheco, quatro membros da administração, procurador geral, quatro secretários mais um vereador. Eles são suspeitos de praticar crimes em processos licitatórios, entre os anos 2017 a 2019, que geraram prejuízo de aproximadamente R$ 14 milhões aos cofres públicos.

Atualmente o Ministério Público está investigando indícios ilícitos de superfaturamento nas contratações de serviços de médicos, até mesmo durante a época da pandemia causada pelo novo coronavírus. Além de irregularidades em compras de pares de tênis, sem licitação, com sobrepreço entre o ano passado e retrasado.

Também foram cumpridos mais seis mandados, além da prisão preventiva do vereador, que tem prorrogação por 120 dias, contra agentes públicos, a suspensão do exercício de funções públicas e com proibição de frequentar às dependências do Poder Executivo e Legislativo do Município. Quatro mandados que proíbem o Poder Público de contratar serviços que foram expedidos contra empresários e dirigente de organização social e mais 15 mandados de busca e apreensão na prefeitura e câmara de vereadores, além de casas e nas empresas dos envolvidos.