Foto: Polícia Civil/Divulgação

A Delegacia de Repressão ao Crime Organizado de Canoas, coordenada pelo Diretor Mario Souza e pelo delegado Titular Thiago Lacerda, realizou nesta segunda-feira (26) após investigação com auxílio de informações de órgão Paraguaio, a operação Camaleão.

Segundo a Polícia Civil, durante cumprimento de mandado de busca e apreensão na cidade de Xangri-Lá foi instalada uma central de e-commerce para realizar fraudes a consumidores em todo Brasil.

Os criminosos, naturais do Paraná, possuem antecedentes criminais em diversos Estados pelo crime de estelionato e, durante a pandemia, montaram um site, com o nome de “central dos tapetes”, no qual supostamente vendiam as mercadorias para todo Brasil, mas não efetuavam as entregas.

Segundo a polícia, as investigações apontaram que nem estoque de mercadorias os suspeitos possuíam. Ao mesmo tempo as investigações se intensificaram devido a golpes que os criminosos praticaram no Paraguai em período que estavam escondidos naquele país.

Informações dão conta de que durante este período, confeccionaram documentos paraguaios a princípio falsificados com o objetivo de trazer carros para o Brasil.

Segundo a Polícia Civil, um dos envolvidos se passava por médico no Brasil e inclusive há suspeita de terem efetuado atendimentos nesse período informação que está sendo averiguada nas investigações.

A polícia estima mais de mil vítimas pelo Brasil e também uma movimentação financeira em lavagem de dinheiro de um milhão de reais em fraudes. As fraudes atuavam em vários segmentos como locação de imóveis mobiliados e venda dos móveis das residências locadas.

Segundo a polícia, em uma locação na cidade de Canoas foram vendidos todos os móveis do locador. No alvo do mandado de busca, uma casa locada em Xangri-Lá, os estelionatários estavam vendendo os móveis das vítimas resultando em um prejuízo de R$ 60 mil.

Foram identificados diversos golpes aplicados pelo grupo que foi autuado em flagrante pelos estelionatos de: uso de documento falso, tráfico de entorpecentes devido à grande quantidade de anabolizantes encontrados e lavagem de dinheiro devido a utilização de inúmeras contas bancárias abertas.

Uma das vítimas que era pedreiro chegou a emprestar o celular para um dos criminosos que teria levado o aparelho do funcionário que realizava a obra.

Um veículo Mustang e uma camionete Sportage paraguaia foram apreendidos na ação, além de computadores, cartões de contas bancárias, máquinas e documentos referentes aos golpes.

Um casal foi preso por estelionato, tráfico de drogas e documento falso.
O Delegado Titular da Draco de Canoas, Delegado Thiago Lacerda afirma que “Foi uma complexa investigação e que o esquema em várias partes do Brasil partindo do RS foi desarticulado. E que “as investigações continuam”.
O Diretor da Segunda Delegacia Regional Metropolitana – 2 DPRM, Regional de Canoas, Delegado de Polícia Regional Mario Souza, ressalta que a “Operação Camaleão foi exitosa em muito pelo auxílio das outras instituições de segurança. E que o objetivo agora é buscar identificar e na medida do possível reaver os prejuízos das vítimas.”